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Governo de São Paulo Lança Pacote de Apoio a Produtores Rurais Afetados por Queimadas

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O Governo de São Paulo anunciou um conjunto de medidas de apoio aos produtores rurais que sofreram perdas devido às queimadas que atingiram diversas regiões do Estado. Segundo comunicado oficial, o plano envolve quatro frentes de atuação para atender às necessidades dos municípios que tiveram estado de emergência decretado.

Entre as ações anunciadas, destaca-se a oferta de crédito emergencial. A administração estadual prometeu disponibilizar até R$ 50 mil por produtor, através do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). O empréstimo, a ser concedido a taxa zero, destina-se ao custeio emergencial, bem como às despesas de manutenção e recuperação das lavouras.

Além do crédito, o governo estadual também emitirá um termo emergencial que impede a aplicação de sanções ou multas por parte dos órgãos de fiscalização. Essa medida visa proteger os produtores de “penalidades indevidas” em decorrência dos danos causados pelas queimadas. O termo poderá ser obtido na Casa de Agricultura de cada município afetado.

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Para as propriedades que tiveram suas moradias e sedes danificadas pelo fogo, o Governo de São Paulo incluiu essas áreas nos programas habitacionais geridos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

O governo estadual também informou que está em negociações com empresas de ração e insumos agrícolas para assegurar descontos na aquisição de produtos necessários à retomada da produção nas fazendas afetadas.

Embora o anúncio oficial divulgado pelo governo estadual não detalhe a aplicação prática dessas medidas de apoio, ele reafirma o compromisso em auxiliar os produtores prejudicados pelas queimadas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado de São Paulo registrou mais de 2,3 mil focos de incêndio. Em áreas rurais, as queimadas causaram perdas em lavouras de cana-de-açúcar, café, grãos e em fazendas de criação de gado.

Em resposta à gravidade da situação, foi decretado estado de emergência por 180 dias em 45 municípios paulistas. Um gabinete de crise foi criado para monitorar a situação, com a participação de autoridades estaduais e representantes do setor privado.

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O relatório mais recente da Defesa Civil do Estado indica que 21 municípios ainda apresentam focos ativos de incêndio, enquanto 46 estão sob alerta máximo para o risco de novas queimadas.

Neste domingo, o governador Tarcísio de Freitas visitará o município de Ribeirão Preto, onde será instalado um posto avançado para acompanhar as ações de combate ao fogo. Mais de 7 mil profissionais e voluntários estão mobilizados para conter as chamas e orientar a população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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