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Trigo: China traz mais fundamentos baixistas; confira análise da hEDGEpoint

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A notícia das movimentações veio pouco depois que o governo dos EUA informou o cancelamento de mais de 500 mil toneladas de exportações de trigo dos EUA para a China na semana anterior.

O cancelamento de cargas é um indicador de uma visão baixista por parte dos compradores, seja porque eles estão fazendo isso para comprar novamente mais barato ou porque há menos demanda.

Olhando para as estimativas de importação para a safra atual, uma desaceleração das compras chinesas é esperada, dado que a China deve importar 2M mt a menos do que na safra anterior.

As perspectivas para a próxima safra também podem levar a uma redução das importações. Apesar da pequena alteração na área plantada, as condições atuais de safra são satisfatórias.

Na última semana, a China adicionou uma pressão baixista aos contratos de trigo com o cancelamento e adiamento de compras dos EUA e Austrália, mostra relatório recente da hEDGEpoint Global Markets.

“Apesar de se tratar da maior produtora de trigo do mundo, a relevância da China no lado da demanda tem crescido vertiginosamente nos últimos anos dado o aumento do consumo doméstico. Dada essa relevância e os acontecimentos recentes, vamos atualizar nossa visão para as importações chinesas, tanto para esse fim de safra 23/24 como para a próxima”, diz Alef Dias, analista de Grãos e Macroeconomia da hEDGEpoint.

Compras canceladas e atrasadas em meio aos baixos preços

Os importadores chineses de trigo cancelaram ou adiaram cerca de 1M mt de cargas de trigo australiano, segundo fontes comerciais. A notícia das movimentações veio pouco depois que o governo dos EUA informou o cancelamento de mais de 500 mil toneladas de exportações de trigo dos EUA para a China na semana anterior.

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“Traders também informaram que empresas comerciais desocuparam slots de embarque em vários portos australianos, que estavam reservados para cargas com destino à China. O país é o maior comprador de trigo australiano, e provavelmente reservou as cargas há quatro ou cinco meses, quando os preços estavam mais altos. O cancelamento de cargas é um indicador de baixa. Se eles estão fazendo isso para comprar novamente mais barato ou porque há menos demanda, ainda é uma visão de baixa no mercado. Mas será que esses movimentos seguirão nos próximos meses?” pondera o analista.

Dados ainda mostram força da demanda, mas estimativas apontam desaceleração

Apesar dos cancelamentos recentes, os últimos dados de importações recentes apontam para um ritmo forte de compras até o momento. No acumulado da safra 23/24, o ritmo segue muito similar ao da safra anterior, onde a China importou um volume recorde de trigo e alcançou o posto de maior importador de trigo global.

“Olhando para as estimativas de importação para a safra atual, uma desaceleração das compras chinesas é esperada, dado que a China deve importar 2M mt a menos do que na safra anterior. Apesar da menor relação estoque/uso dos últimos anos, o país ainda possui uma situação muito mais confortável do que a maioria dos players globais, o que permite à China postergar suas compras caso necessário ou interessante”, destaca.

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Próxima safra também enseja menores importações

“Além das expectativas de maiores produções na Rússia e nos EUA na próxima safra, a própria produção chinesa também deve ser maior frente a safra 23/24, quando a produtividade e a qualidade foram muito impactadas por fortes chuvas no final da safra”, explica.

Apesar da pequena alteração na área plantada, as condições atuais de safra são satisfatórias. Após a forte onda de frio em fevereiro, que pode causar alguns danos ao trigo de inverno nos estágios avançados de desenvolvimento no Sul, as temperaturas quentes voltaram.

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A maioria das plantações de trigo de inverno no Norte sairá da dormência em breve. A precipitação durante o inverno foi próxima ou ligeiramente acima da média, proporcionando umidade adequada no solo para o desenvolvimento vegetativo do trigo de inverno na primavera.

Segundo Alef, “por se tratar de um dos principais países importadores do mundo, fundamentos advindos da China seguem tendo relevante impacto sobre os preços dos contratos futuros de trigo. Os eventos da última semana mostraram que os compradores chineses têm uma visão baixista para o trigo, o que deve levar uma desaceleração das importações nos próximos meses”, acredita.

E prossegue: “As estimativas atuais corroboram essa tese, bem como as perspectivas para a safra 24/25. Consequentemente, a China deve seguir trazendo uma pressão baixista para os preços do trigo ao longo do ano”.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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