AGRONEGÓCIO

Governo de Minas apresenta plataforma de rastreabilidade ambiental na COP28

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O café mineiro, carro-chefe das exportações do agronegócio no estado, é produzido com respeito às matas nativas e vitrine da sustentabilidade da produção agrícola mineira.

Nesta terça-feira (5/12), o Governo de Minas apresentou a plataforma SeloVerde MG na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes.

A ferramenta pública e gratuita é voltada à rastreabilidade ambiental e foi utilizada em análise que demonstrou não haver desmatamento em 99% das propriedades de cafeicultura e silvicultura no estado desde julho de 2008, a data-base estipulada pelo Código Florestal.

Durante o Minas Day, evento de apresentação do portfólio de casos de sucesso das ações de sustentabilidade do Estado, o vice-governador Professor Mateus destacou a presença e a participação de produtores rurais mineiros na COP.

“Precisamos assegurar que o setor agropecuário esteja presente em uma discussão em que ele é parte da solução, e não do problema, como alguns tentam retratar”.

O SeloVerde é fruto de esforços conjuntos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e subsidia o monitoramento de políticas de desenvolvimento agropecuário sustentável em Minas Gerais.

Análises

Por meio de análises geoespaciais, são fornecidas estimativas sobre a adequação ambiental das propriedades rurais registradas no Cadastro Ambiental Rural. Esses dados públicos promovem a transparência na rastreabilidade da produção, contribuindo para o combate ao desmatamento ilegal.

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As avaliações computacionais são conduzidas de maneira automatizada, empregando inteligência artificial e processamento de grandes volumes de dados. Para isso, são utilizadas as informações geoespaciais mais precisas disponíveis.

Essa iniciativa antecipa a adaptação dos produtores rurais mineiros a uma nova exigência do mercado europeu, que a partir de 2024 não adquirirá mais produtos originados em áreas desmatadas. Assim, Minas Gerais se posiciona de forma estratégica para atender aos padrões ambientais crescentes e fortalecer sua presença global.

“O SeloVerde MG foi desenvolvido por meio de uma parceria entre as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, em colaboração com pesquisadores, mostrando o trabalho conjunto que existe no Governo de Minas. Com o respaldo da ciência, fica comprovado que as cadeias agropecuárias mineiras são sustentáveis e atendem às leis ambientais nacionais e internacionais”, afirma o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

Resultados

Neste ano, a plataforma SeloVerde MG foi aplicada em levantamentos de diversas culturas agrícolas no estado, com foco especial nos setores do café e das florestas plantadas. A pesquisa sobre o parque cafeeiro abrangeu 115 mil propriedades e demonstrou que 99% delas não apresentam evidências de desmatamento desde julho de 2008, a data-base estipulada pelo Código Florestal.

O estudo da cadeia de silvicultura utilizou dados do MG Florestas, sistema do IEF, envolvendo 9.486 propriedades em uma extensão total de 3.256 hectares. Assim, também se evidenciou que 99% dessa área não tem sinais de desmatamento após 2008.

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Além disso, as propriedades analisadas exibiram um excedente de mata nativa preservada, ultrapassando os requisitos legais, com 307 mil hectares nas regiões cafeeiras e 658 mil hectares nas de produção florestal.

Água

Outras ações da Secretaria de Agricultura disponibilizadas para consulta durante a COP28, como cases de sucesso, foram o Programa de Revitalização das Sub-bacias Hidrográficas do Rio São Francisco e o Programa Legado + Água.

Os projetos consistem na construção de barraginhas, terraceamentos, adequação ambiental de estradas vicinais e proteção de áreas de recarga dos aquíferos.

Os objetivos são a conservação do solo, o aumento da quantidade e qualidade da água, a mitigação de emissões de Gases do Efeito Estufa, a potencialização do sequestro de carbono e a melhoria da produtividade agropecuária.

O Programa de Revitalização está em execução desde 2008, via parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), e já beneficiou 144 municípios e 163 sub-bacias, com um investimento total de R$ 40 milhões.

Já o Legado + Água foi elaborado em 2020 e está em processo de implementação, com recursos de R$ 1,5 milhão do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Boletim aponta queda nos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico nº 24/2026, com dados atualizados sobre a situação das arboviroses no município. O levantamento, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, mostra uma redução nas médias semanais de casos de dengue e chikungunya ao longo de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na 25ª Semana Epidemiológica, Cuiabá registrou nove casos notificados de dengue e três de chikungunya. No acumulado do ano, a média semanal de notificações de dengue caiu de 75,6 casos em 2025 para 51,8 em 2026. Já a chikungunya apresentou uma redução ainda mais significativa, passando de 434,9 notificações semanais no ano anterior para apenas 4,8 neste ano.

Até 2 de julho de 2026, o município contabilizou 1.295 notificações de dengue, das quais 568 foram confirmadas. Houve um óbito confirmado pela doença e outro permanece em investigação. A incidência é de 70,5 casos por 100 mil habitantes, considerando apenas os casos autóctones.

Em relação à chikungunya, foram registradas 121 notificações e 115 confirmações, sem óbitos. A incidência da doença é de 7,8 casos por 100 mil habitantes. Já a zika contabilizou oito notificações, com três casos confirmados e incidência de 0,4 por 100 mil habitantes.

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Além do monitoramento epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde mantém ações permanentes de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o início do ano, as equipes de vigilância realizaram vistoria em 574.889 imóveis em toda a capital.

Durante as inspeções, foram realizados tratamentos em 60.826 imóveis, 68.063 depósitos com água receberam tratamento adequado e 17.104 depósitos considerados de risco foram eliminados de forma definitiva.

A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, destaca que os indicadores demonstram o impacto das ações de vigilância, mas reforça que a prevenção continua sendo responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.

“A redução dos casos é um resultado importante, fruto do trabalho contínuo das equipes de vigilância e da atenção básica. No entanto, o combate ao mosquito precisa ser diário. A maior parte dos criadouros ainda está dentro das residências, por isso contamos com o apoio da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. A orientação é manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, tampar caixas d’água e realizar inspeções frequentes em calhas, vasos de plantas, pneus e outros objetos.

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Outra medida importante é a vacinação contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o calendário do Ministério da Saúde, sendo aplicada em duas doses.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele ou dor intensa nas articulações, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, evitando a automedicação. A identificação precoce da doença contribui para o tratamento adequado e reduz o risco de complicações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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