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Governo de Goiás cria grupo de trabalho para fomentar a educação sanitária em defesa agropecuária

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Publicada no dia 16 de janeiro no Diário Oficial de Goiás, a portaria nº 004/2024 do Governo de Goiás instituiu o Grupo de Trabalho Estadual do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária (Proesa-GO). O foco do grupo é promover a compreensão e a aplicação da legislação de defesa agropecuária, realizar cursos de educação sanitária prevendo a utilização de metodologias ativas, formar multiplicadores, permitir o intercâmbio de experiências, fortalecer a integração interinstitucional e utilizar de meios de comunicação como instrumento de informação e de educação sanitária.

Principal órgão do Estado no fortalecimento da sanidade animal e vegetal, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) faz parte do Proesa-GO. A gerente de Educação Sanitária da Agência, Telma Gonzaga, reforça que o objetivo principal é difundir as atividades de educação sanitária em defesa agropecuária dentro de diversos órgãos, entidades e instituições. “Com isso, buscamos promover o fortalecimento, criar projetos, abranger e aperfeiçoar ações públicas e privadas, sempre com a orientação da educação sanitária em defesa agropecuária”, destaca.

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Ela explica ainda que o Proesa-GO surgiu a partir da necessidade de fortalecer o Proesa Nacional. “Para a Agrodefesa é importante essa participação para que a gente consiga fazer o intercâmbio de experiências e conhecimentos, permitindo mobilizar e fomentar planos, projetos, ações educativas em Goiás. A Agência sendo o órgão de defesa oficial, terá a possibilidade de parceria com instituições públicas e privadas para que a gente possa levar conhecimento, simplificando orientações para toda população”, enfatiza.

Participantes

O grupo é vinculado ao Comitê Estadual do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa-GO) do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agropecuário da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Além da Agrodefesa e Seapa, integram representantes da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/Mapa), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-GO), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Universidade Federal de Goiás (UFG), Centro Universitário de Mineiros (Unifimes), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Goiás), Universidade Federal de Catalão (UFCAT), Instituo Federal Goiano (IF Goiano), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

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Fonte: Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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IAC-Quepia completa 20 anos e eleva padrão de segurança no uso de EPI agrícola no Brasil

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O programa IAC-Quepia, referência nacional na avaliação da qualidade de equipamentos de proteção individual (EPI) para a agricultura, completa 20 anos com avanços significativos na segurança do trabalhador rural brasileiro. Coordenada pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), a iniciativa será celebrada durante a Agrishow, em Ribeirão Preto, consolidando sua relevância para o setor.

Mercado externo: Brasil ganha protagonismo em normas internacionais

Ao longo de duas décadas, o IAC-Quepia posicionou o Brasil como referência global na avaliação de vestimentas protetivas agrícolas. O programa atua diretamente na adoção e desenvolvimento de normas internacionais, como a ISO 27065, ampliando a inserção do país em debates técnicos globais.

O Brasil também participa ativamente, por meio da ABNT, da construção de normas técnicas internacionais, o que fortalece a credibilidade dos produtos nacionais no mercado externo e abre oportunidades para exportações de EPI agrícola com certificação reconhecida.

Mercado interno: avanço na qualidade e certificação de EPI agrícola

No mercado doméstico, o impacto do programa é direto na indústria e na segurança do trabalhador. Antes da criação do IAC-Quepia, não havia normas técnicas claras nem certificações que garantissem a eficácia das vestimentas utilizadas na aplicação de defensivos agrícolas.

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Com o avanço do programa, fabricantes passaram a buscar certificações baseadas em normas internacionais, elevando o padrão de qualidade dos produtos. O Selo IAC-Quepia tornou-se um diferencial competitivo, assegurando que os equipamentos foram testados e aprovados em laboratório.

Preços e custos: eficiência produtiva e redução de desperdícios

A evolução tecnológica impulsionada pelo IAC-Quepia contribuiu para maior eficiência na produção de EPI agrícola. A redução significativa na reprovação de produtos — entre 80% e 90% ao longo dos anos — indica menor desperdício industrial e melhor aproveitamento de recursos.

Além disso, a transferência de tecnologia para empresas e outros países, especialmente em regiões de clima quente e menor renda, tem contribuído para a redução de custos na produção de vestimentas protetivas, sem comprometer a segurança.

Indicadores: queda expressiva na reprovação de qualidade

Um dos principais indicadores de sucesso do programa é a expressiva redução na reprovação de vestimentas agrícolas produzidas no Brasil. O índice, que já foi elevado no início dos anos 2000, caiu drasticamente com a implementação de testes rigorosos e padronização técnica.

Atualmente, o laboratório do IAC-Quepia, localizado em Jundiaí (SP), é considerado um dos mais completos da América Latina, capaz de realizar todos os testes reconhecidos internacionalmente para avaliação de EPI agrícola.

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Análise: inovação, pesquisa e segurança no campo

A trajetória do IAC-Quepia reflete a integração entre pesquisa científica, setor privado e desenvolvimento tecnológico. O programa surgiu a partir da necessidade de avaliar a exposição ocupacional de trabalhadores rurais e evoluiu para se tornar referência internacional.

A ausência de parâmetros técnicos no início dos anos 2000 motivou a criação de uma estrutura robusta de pesquisa, envolvendo instituições como o IAC, o Ministério do Trabalho, a ABNT e a indústria. Esse movimento resultou na criação de normas específicas e no fortalecimento da segurança no campo.

Além disso, o protagonismo de pesquisadores como Hamilton Ramos contribuiu para consolidar o Brasil como detentor de um dos maiores bancos de informações sobre qualidade de EPI agrícola no mundo.

Com duas décadas de atuação, o IAC-Quepia não apenas transformou a realidade da proteção do trabalhador rural brasileiro, como também elevou o país a um novo patamar de excelência técnica e científica no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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