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Goldman Sachs projeta novos cortes de juros nos EUA e Europa diante do impacto das tarifas

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O Goldman Sachs prevê novos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Banco Central Europeu (BCE), em meio ao aumento dos riscos de recessão decorrentes das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A instituição também reduziu suas projeções para o crescimento econômico nas duas regiões.

A preocupação do mercado aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar no último domingo que as tarifas recíprocas a serem anunciadas nesta semana abrangerão todos os países, e não apenas um grupo restrito. A notícia gerou turbulência nos mercados financeiros globais, alimentando temores de desaceleração econômica.

Diante desse cenário, o Goldman elevou a probabilidade de recessão nos EUA em um horizonte de 12 meses de 20% para 35%, além de revisar para baixo a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, de 2,0% para 1,5%.

O banco estima que a tarifa média dos EUA subirá 15 pontos percentuais em 2025, cinco pontos acima da previsão anterior, e antecipa que Trump anunciará tarifas recíprocas de, em média, 15% para todos os parceiros comerciais dos EUA em 2 de abril.

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“Quase toda a revisão das tarifas reflete uma suposição mais agressiva para as tarifas ‘recíprocas'”, afirmou o Goldman em nota divulgada no domingo. O banco agora projeta que o Fed promoverá cortes consecutivos nas taxas de juros em julho, setembro e novembro, alterando sua previsão anterior, que indicava apenas dois cortes, em junho e dezembro.

Na Europa, os impactos podem ser ainda mais severos, alerta o Goldman, que prevê a possibilidade de uma recessão técnica na região ainda este ano. O banco projeta crescimento econômico reduzido para o restante de 2025, com expansão trimestral de 0,1%, 0,0% e 0,2% no segundo, terceiro e quarto trimestres, respectivamente.

Além disso, a tarifa efetiva total sobre a União Europeia deve aumentar em 20 pontos percentuais, o que, segundo o Goldman, pode reduzir o PIB real da zona do euro em 0,7% até o final de 2026, em comparação com um cenário hipotético sem tarifas. Em um cenário mais pessimista, o impacto pode chegar a 1,2%, o que poderia levar a economia europeia a uma recessão técnica em 2025.

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Diante desse panorama, o Goldman agora prevê que o BCE realizará um corte adicional nas taxas de juros em julho, além dos cortes já esperados para abril e junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Vietnã crescem 15,8% no 1º quadrimestre de 2026, mas receita recua 7%

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O Vietnã registrou crescimento nas exportações de café no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados oficiais divulgados pelo governo, o país asiático embarcou 810 mil toneladas métricas do produto entre janeiro e abril, alta de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do avanço no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas apresentou queda. No período, o faturamento recuou 7%, somando US$ 3,69 bilhões, conforme relatório do escritório nacional de estatísticas.

Abril teve forte desempenho em embarques

Somente no mês de abril, o Vietnã exportou cerca de 220 mil toneladas de café, movimentando US$ 936 milhões em receita.

O desempenho reforça a importância do país no mercado global do grão, especialmente no fornecimento de café robusta, segmento no qual o Vietnã é um dos principais players mundiais.

Volume maior, preços mais pressionados

O cenário de crescimento em volume e queda em receita indica pressão sobre os preços internacionais do café no período analisado. Esse movimento é influenciado por fatores como oferta global, oscilações cambiais e dinâmica de demanda nos principais mercados consumidores.

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Mesmo com o aumento dos embarques, a redução no valor médio por tonelada impactou diretamente a receita total do país.

Vietnã mantém papel estratégico no mercado global

O Vietnã segue como um dos maiores exportadores mundiais de café, com forte presença no mercado de café robusta, amplamente utilizado pela indústria de cafés solúveis e blends comerciais.

O desempenho do país asiático é acompanhado de perto pelo mercado internacional, uma vez que variações em sua produção e exportação têm impacto direto na formação de preços globais.

Tendência do setor exige atenção do mercado

O resultado do primeiro quadrimestre reforça um cenário de maior volatilidade no setor cafeeiro global, em que o aumento da oferta não necessariamente se traduz em maior rentabilidade.

A combinação entre expansão de volume e recuo de receita indica que o mercado segue sensível a oscilações de preços, mantendo produtores e exportadores em alerta para os próximos meses do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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