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Contratos Futuros de Açúcar Registram Queda com Perspectivas Positivas na Índia

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sexta-feira (2) em baixa nas principais bolsas internacionais, refletindo o otimismo dos analistas com a safra de cana-de-açúcar da Índia, impulsionada por chuvas de monções acima da média.

“Os negociantes informaram que as chuvas de monções mais intensas do que o habitual devem beneficiar as safras de cana, podendo resultar em um aumento nos estoques. Contudo, destacaram que ainda não há sinais de que a Índia permitirá exportações”, conforme reportado pela Reuters.

Em Nova York, na ICE Futures, o contrato para outubro de 2024 foi negociado na sexta-feira a 18,10 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma queda de 40 pontos em relação ao preço anterior. O contrato para março de 2025 recuou 42 pontos, sendo negociado a 18,42 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos tiveram queda entre 10 e 39 pontos.

Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato de açúcar branco para outubro de 2024 caiu 7,70 dólares, com negócios a 515,80 dólares por tonelada. O contrato para dezembro de 2024 foi negociado a 507,80 dólares por tonelada, representando uma desvalorização de 6,50 dólares em comparação com o dia anterior. Outros contratos registraram queda entre 1,90 e 6,40 dólares.

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Mercado Doméstico

No mercado interno, a sexta-feira também foi de baixa para as cotações do açúcar cristal, segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 132,07, comparado a R$ 132,48 na quinta-feira, uma queda de 0,31%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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