AGRONEGÓCIO

Aumento de Roubos e Furtos de Máquinas Agrícolas nas Zonas Rurais Atinge Quase 30%

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O roubo e furto de máquinas agrícolas nas zonas rurais têm se tornado uma preocupação crescente, com um aumento de 27,8% nos primeiros seis meses de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados do Grupo Tracker, empresa líder em rastreamento e localização de veículos no Brasil. Um exemplo recente dessa situação ocorreu no dia 18 de agosto, na cidade de Chavantes, interior de São Paulo, quando duas máquinas avaliadas em R$ 600 mil foram recuperadas pela empresa.

Esse aumento está diretamente relacionado ao crescimento do agronegócio e à maior exposição dessas máquinas, que frequentemente ultrapassam o valor de seis dígitos. “Após o furto, os veículos são descaracterizados, com a remoção de placas, adesivos e outras identificações, e vendidos em outros estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Mato Grosso”, explica Vitor Corrêa, coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker.

Preferência por furtos devido à baixa fiscalização

Por serem utilizadas em áreas amplas e com pouco monitoramento, as máquinas agrícolas se tornam alvos fáceis para os criminosos, que preferem o furto ao roubo, devido à menor gravidade da penalidade e à dificuldade de comprovação. “Os bandidos conhecem a rotina das propriedades e geralmente agem perto do fim de semana, quando os trabalhadores já encerraram suas atividades e só retornam na segunda-feira, momento em que o crime é descoberto”, complementa Corrêa.

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Além disso, as máquinas raramente circulam por rodovias, e após o crime, são escondidas em áreas de mata, o que torna a identificação e recuperação pela polícia extremamente complicada. Isso reforça a importância de contratar serviços de monitoramento e rastreamento, fundamentais para aumentar as chances de recuperação, segundo o coordenador.

Dicas para reduzir o risco de furtos

Além do monitoramento, outras medidas podem ser adotadas para dificultar a ação dos criminosos, como:

  • Instalar dispositivos de segurança, como travas, cadeados e bloqueadores de combustível;
  • Contar com uma portaria 24 horas para controlar o acesso de pessoas às propriedades;
  • Retirar a bateria dos veículos, impedindo que os criminosos liguem as máquinas;
  • Contratar rastreadores, que aumentam significativamente as chances de recuperação das máquinas.

O Grupo Tracker, presente no Brasil há mais de 20 anos e em outros nove países das Américas, já recuperou mais de 57 mil veículos, evitando prejuízos superiores a R$ 4 bilhões. A tecnologia de radiofrequência usada pela empresa é considerada uma das mais eficazes contra furtos e roubos, sendo imune à ação de bloqueadores de sinais. A empresa também oferece serviços com tecnologia GPS/GPRS 4G, voltados para a gestão e monitoramento de frotas, que podem auxiliar na prevenção e no controle logístico do agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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