AGRONEGÓCIO

Goiás registra queda nos preços dos laticínios em maio, com creme de leite liderando recuo

Publicado em

O setor de laticínios em Goiás registrou queda nos preços pagos pela indústria durante o mês de maio. Conforme dados divulgados nesta segunda-feira (3), na reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea, o índice da cesta de derivados lácteos teve uma queda média de 2,41% no período.

Boletim mensal aponta recuo em cinco produtos da cesta

As informações fazem parte do boletim mensal elaborado com base em dados do Instituto Mauro Borges (IMB), órgão responsável pelo levantamento. A cesta considerada inclui cinco produtos: creme de leite, leite condensado, leite em pó, leite UHT e queijo muçarela.

Os preços são calculados levando em conta o peso de cada produto na composição da produção industrial do setor.

Creme de leite tem a maior queda entre os derivados

Entre os itens analisados, o creme de leite foi o que apresentou a maior queda, com recuo de 7,19% no mês de maio. Também registraram baixas expressivas o queijo muçarela (-3,22%) e o leite UHT (-2,13%).

Leia Também:  Digitalização da irrigação será o próximo salto do agro brasileiro, avalia especialista da Netafim

Por sua vez, o leite condensado teve redução de 2,0%, enquanto o leite em pó apresentou a menor variação, com queda de 0,36%.

Câmara Técnica destaca média ponderada dos preços na indústria

De acordo com a Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea, o índice divulgado representa a média ponderada dos preços recebidos pela indústria para os derivados monitorados, refletindo o comportamento do mercado interno em Goiás.

Este cenário aponta para um ajuste nos preços do setor lácteo goiano, refletindo as condições de oferta e demanda durante o mês de maio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Tarifas dos EUA podem atingir 21% das exportações brasileiras e acendem alerta para indústria e agronegócio

Published

on

A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros voltou a elevar a tensão nas relações comerciais entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão ser impactadas caso a medida seja efetivamente implementada.

A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (2) pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, após a divulgação de uma recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

A investigação conduzida pelo governo norte-americano cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e aborda temas que vão desde comércio digital até questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Setores exportadores estão entre os mais expostos

De acordo com o governo brasileiro, os segmentos que poderão sofrer os maiores impactos incluem máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel e papel-cartão, calçados, ferro fundido, além da cadeia de pescados, especialmente peixes e crustáceos.

Embora os produtos agropecuários não estejam entre os principais alvos da nova proposta, representantes do setor acompanham com atenção os desdobramentos da investigação, já que qualquer ampliação das barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos sobre fluxos de exportação, investimentos e competitividade.

Leia Também:  Governo recebe R$ 1,1 bilhão para ampliar agricultura familiar sustentável

Os Estados Unidos permanecem como um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para produtos industrializados, celulose, madeira processada, café, suco de laranja, carnes e itens de maior valor agregado.

Governo aposta no diálogo para evitar sobretaxas

Segundo Márcio Elias Rosa, o governo brasileiro continuará atuando diplomaticamente para impedir a adoção das novas tarifas. Os Estados Unidos têm prazo até 15 de julho para definir eventuais medidas de resposta dentro do processo de investigação comercial aberto contra o Brasil.

“O caminho é o diálogo e a negociação”, tem sido a posição defendida pelo governo federal desde o início das discussões.

Durante a coletiva, Rosa também afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não integra qualquer negociação com os Estados Unidos.

A declaração ocorre após representantes norte-americanos apontarem o avanço do Pix como um possível fator de concorrência para empresas internacionais do setor de meios de pagamento.

Alckmin critica proposta norte-americana

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a recomendação do USTR como inadequada e reforçou que o Brasil buscará todos os canais diplomáticos para evitar a aplicação das tarifas.

Leia Também:  Sine tem vaga para Técnico Automotivo com salário de R$ 5 mil

Segundo Alckmin, o histórico das relações comerciais entre os dois países demonstra complementaridade econômica e espaço para cooperação, não para ampliação de barreiras.

Comércio exterior segue no radar do agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a evolução das negociações será acompanhada de perto. O setor responde por parcela significativa da geração de divisas do país e depende de um ambiente comercial estável para manter sua competitividade internacional.

Especialistas destacam que eventuais restrições adicionais ao comércio podem gerar impactos indiretos sobre logística, investimentos, câmbio e confiança dos mercados, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas exportadoras.

Nos próximos dias, a expectativa é de intensificação das conversas entre autoridades brasileiras e norte-americanas em busca de uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA