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Pesquisa Inova com Produtos à Base de Tilápia para Agregar Valor ao Setor Pesqueiro

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Cientistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) apresentam avanços significativos na produção de alimentos a partir da tilápia, um dos peixes mais cultivados no Brasil. A pesquisa resultou na criação de salsichas, patês e um “apresuntado” feitos com carne de tilápia, além de fibras de abacaxi e hidrolisados de gelatina, extraídos da pele do peixe.

A busca por soluções sustentáveis e o aproveitamento integral dos recursos têm sido foco desse trabalho. Considerando que a cadeia de produção de pescado gera uma quantidade considerável de resíduos, os cientistas buscam formas de minimizar esse impacto, ao mesmo tempo em que agregam valor à produção.

Valorização dos Resíduos e Inovação

A pesquisa visa transformar resíduos da filetagem da tilápia em produtos de alto valor agregado. Por exemplo, apenas cerca de 30% do peixe é aproveitado na produção de filés, deixando os outros 70% como subprodutos. Esses resíduos são frequentemente destinados à produção de farinha de peixe e ração animal, mas agora estão sendo aproveitados de maneira mais nobre.

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A pesquisadora Angela Furtado destaca que a intenção é criar produtos que não apenas aumentem a rentabilidade da indústria pesqueira, mas também contribuam para a sustentabilidade ambiental. O desenvolvimento desses produtos pode ampliar o mercado consumidor, além de oferecer alternativas saudáveis e sustentáveis.

Potencial de Mercado e Parcerias

Os produtos desenvolvidos, como o patê de tilápia, o hidrolisado de gelatina e o embutido estilo apresuntado, apresentam grande potencial de mercado. Eles podem ser utilizados em diversas áreas, como alimentação, cosméticos, nutracêuticos e suplementos alimentares, ampliando as possibilidades de aplicação.

Para que esses produtos cheguem ao mercado consumidor, a Embrapa busca parceiros na indústria privada para validação em escala industrial. Empresas interessadas podem contatar o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos pelo e-mail: [email protected].

Projeto BRS Aqua: Avanços na Indústria Pesqueira

Essa pesquisa faz parte do Projeto BRS Aqua, uma parceria entre Embrapa, BNDES, CNPq e Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca. O projeto busca impulsionar a indústria pesqueira brasileira, promovendo inovação, sustentabilidade e agregação de valor aos produtos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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