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Goiás lidera geração proporcional de empregos na agropecuária em 2025 com alta de 6,4% nas admissões

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Setor agropecuário de Goiás registra crescimento nas admissões

O estado de Goiás apresentou um desempenho expressivo na geração de empregos formais no setor agropecuário entre janeiro e maio de 2025. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), analisados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), foram registradas 46.759 admissões no período — um crescimento de 6,4% em relação às 43.938 registradas no mesmo intervalo de 2024.

Agricultura e pecuária puxam crescimento

As atividades diretamente ligadas à agricultura e à pecuária foram responsáveis por 41.304 novos postos de trabalho, representando 88,3% das admissões registradas no estado. Esse desempenho garantiu a Goiás a liderança proporcional na geração de empregos formais no país, considerando o acumulado dos primeiros cinco meses do ano.

Goiás supera médias nacional e regional

O estado também se destacou no total de vínculos ativos, com crescimento de 3,5%, número superior à média da região Centro-Oeste (3,2%) e do Brasil (2,2%). Com o ritmo atual de contratações, a projeção é de que Goiás encerre 2025 com um saldo positivo de empregos formais no campo, superando os resultados do ano anterior.

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Políticas públicas como motor do desenvolvimento rural

Segundo Glaucilene Carvalho, secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que responde interinamente pela pasta, os resultados são reflexo das políticas públicas adotadas para o fortalecimento das cadeias produtivas. “A expansão da assistência técnica, o acesso facilitado ao crédito rural e os programas de apoio à produção têm criado um ambiente favorável para o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Ações do governo impulsionam geração de empregos

O bom desempenho da agropecuária goiana está ligado às ações coordenadas pelo Governo de Goiás, com destaque para a atuação da Seapa e suas instituições vinculadas. Essas ações abrangem desde a inclusão produtiva e qualificação profissional até o fomento à produção e apoio direto aos produtores rurais.

Entre as iniciativas que têm impulsionado o setor estão:

  • Cursos de produção rural do Crédito Social
  • Implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM)
  • Facilitação do acesso ao FCO Rural
  • Programa de Melhoramento Genético Bovino para Agricultura Familiar
  • Projeto de Melhoria da Qualidade das Agroindústrias de Pequeno Porte
  • Ampliação da assistência técnica no campo
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Esses programas têm levado desenvolvimento a regiões mais remotas do estado e contribuído significativamente para a geração de emprego e renda no meio rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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