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Goiás e Sebrae firmam parceria para fortalecer agroindústrias de pequeno porte

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O Governo de Goiás, por intermédio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), estabeleceu um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) durante um evento realizado nesta terça-feira (22/10), no auditório da instituição. A iniciativa visa fortalecer as agroindústrias de pequeno porte no estado, especialmente aquelas que lidam com produtos de origem animal, oferecendo aos produtores novas alternativas de comercialização.

No acordo, a Seapa assumirá 30% dos custos, enquanto o Sebrae arcará com 70%, de modo que não haverá ônus para a agricultura familiar. A parceria é uma continuidade do Protocolo de Intenções firmado anteriormente entre as instituições para a consultoria no Programa Alimento Confiável, assinado durante a Tecnoshow 2024.

A próxima fase do convênio incluirá a publicação de um edital de chamamento público para a seleção de 30 agroindústrias que receberão acompanhamento técnico do Senai, com carga horária entre 40 e 80 horas, voltado para a obtenção do Selo de Alimento Confiável para seus produtos. A consultoria está programada para iniciar em janeiro de 2025.

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A primeira-dama do Estado de Goiás e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, participou da cerimônia e destacou a importância das instituições no desenvolvimento do agronegócio local. “Os resultados das ações promovidas pelas entidades através do Goiás Social são cada vez mais promissores. Contudo, ainda podemos avançar mais, proporcionando o impulso necessário aos pequenos empreendedores para que alcancem resultados além do esperado”, enfatizou.

Pedro Leonardo Rezende, titular da Seapa, também ressaltou a relevância do programa para a agricultura familiar goiana, reafirmando o principal objetivo do convênio: unir esforços das entidades para apoiar o segmento agroindustrial do estado. “A diretriz central desta parceria é garantir a inclusão produtiva da agricultura familiar, implementando atividades que possam agregar valor a esses pequenos produtores”, esclareceu o secretário.

Antônio Carlos, diretor superintendente do Sebrae Goiás, completou destacando a importância da colaboração para os municípios. “Goiás é um exemplo no país pelos resultados alcançados e seus indicadores positivos. Hoje, celebramos a oportunidade de alcançar o público em situação de vulnerabilidade social, inserindo essa população em cursos de capacitação e qualificação, abrindo novas portas e caminhos para essas pessoas”, concluiu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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