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GLP no agronegócio: eficiência e controle térmico para secagem e aquecimento

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Tecnologia e eficiência no campo

Desde a Revolução Verde, nas décadas de 1950 e 1960, o agronegócio tem se tornado um dos setores mais tecnológicos do Brasil. Hoje, a busca por eficiência energética tem levado produtores a repensar processos produtivos, especialmente no pós-colheita, onde o GLP surge como alternativa segura e economicamente viável para a secagem de grãos e aquecimento de estufas.

Importância da secagem de grãos

A secagem adequada é fundamental para garantir a conservação dos grãos armazenados em silos. Altos níveis de umidade comprometem o armazenamento e podem gerar perdas significativas. Estima-se que o processo de secagem consome entre 10% e 15% da energia utilizada no pós-colheita.

Perdas na produção e o papel do GLP

Segundo estudos da Embrapa Trigo, cerca de 20% dos grãos produzidos no Brasil são perdidos durante a colheita, transporte e armazenamento, com a secagem inadequada sendo uma das causas principais. Para pequenas e médias propriedades, o modelo mais comum é a secagem estacionária em secadores de leito fixo, onde os grãos são expostos a fluxo de ar aquecido.

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Resultados de eficiência energética com GLP

Um estudo da Embrapa Trigo realizado em 2014 mostrou que a secagem de milho a 40°C usando GLP foi 17% mais eficiente energeticamente do que a secagem a 70°C. Já para o trigo, o oposto foi observado, com secagem a 70°C apresentando 16% mais eficiência que a 40°C. Esses dados reforçam a importância do controle térmico para otimizar custos e preservar a qualidade dos grãos.

Benefícios ambientais e usos diversificados

Além da eficiência, o GLP reduz a emissão de resíduos sólidos e poluentes, comparado ao uso de lenha e óleo diesel. O gás também é utilizado no aquecimento de estufas, especialmente em regiões frias ou em cultivos fora de época, ampliando sua aplicação no agronegócio.

Estratégia para produtores

Para quem trabalha com esse modelo produtivo, a contratação de gás a granel é uma opção vantajosa, considerando a demanda por GLP em diversas etapas da produção rural. Assim, o GLP se consolida como uma escolha estratégica, suportada por dados técnicos e experiências práticas no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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