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Gestão Remota e Conectividade de Alta Qualidade: Como a Fazenda Tropical no Piauí Otimizou Seus Processos com Rede Privativa

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Em um prédio na capital paulista, a mais de dois mil quilômetros de distância da Fazenda Tropical, localizada em Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, Gregory Sanders, diretor de operações do Grupo Progresso, acompanha em tempo real a operação da propriedade. Armado apenas com seu celular, Sanders gerencia a unidade produtora, que é uma das seis fazendas administradas pelo grupo.

Essa gestão remota, que há pouco mais de um ano parecia um desafio, tornou-se realidade graças a uma parceria inovadora entre os gestores da Fazenda Tropical e a Jacto, fabricante de máquinas agrícolas. A Jacto disponibilizou uma plataforma digital que conectaria os equipamentos da fazenda e os profissionais envolvidos na operação, proporcionando monitoramento online e 100% digital. Para garantir a viabilidade dessa integração, a Virtueyes, uma empresa gaúcha especializada em redes privativas, entrou como parceira para proporcionar conectividade de alta qualidade, segura e estável, mesmo em áreas remotas.

Conectividade 4G e Integração de Equipamentos

A implementação de redes privativas na Fazenda Tropical garantiu uma conectividade robusta com qualidade 4G, possibilitando a integração de máquinas, sensores e outros dispositivos essenciais para uma gestão inteligente das operações. A melhoria na comunicação entre a gerência e a equipe de campo foi um dos principais benefícios dessa parceria. “Buscamos sempre tecnologia e inovação, mas dentro do que realmente agrega valor ao nosso negócio. Essa parceria tem nos proporcionado uma grande rapidez no recebimento das informações”, afirma Sanders, que é responsável pelo planejamento das lavouras e pela área industrial do grupo.

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Antes da implementação dessa tecnologia, a comunicação na Fazenda Tropical era limitada a rádios comunicadores. Com uma área plantada de 21.170 hectares, voltada para o cultivo de soja, milho, sorgo, milheto e braquiária, a eficiência na comunicação era um grande desafio. A instalação da rede privativa eliminou esse gargalo, trazendo melhorias substanciais.

Melhoria na Comunicação e Eficiência Operacional

Além de integrar os sistemas à plataforma da Jacto, a rede Virtueyes possibilitou outros avanços. “O principal ganho foi a melhoria na comunicação interna, que antes era extremamente dificultada pelo uso de rádio. Agora, podemos compartilhar informações de forma mais eficiente e até sigilosa quando necessário”, destaca Sanders. Ele também ressalta que atividades simples do dia a dia, como o acesso a aplicativos de mensagens instantâneas, antes inviáveis, agora fazem parte da rotina da fazenda.

Com a conectividade, a Fazenda Tropical passou a acessar informações precisas de forma remota, permitindo uma gestão mais eficiente. “Não preciso estar fisicamente na lavoura para obter dados. Hoje, consigo monitorar tudo à distância, o que me permite tomar decisões mais informadas. Quando há problemas, sabemos exatamente onde ocorreram, como aconteceram e podemos melhorar continuamente a operação”, conclui Sanders.

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Essa transformação digital na Fazenda Tropical exemplifica como a conectividade e a inovação podem aprimorar as operações rurais, otimizando processos e garantindo maior eficiência na gestão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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