AGRONEGÓCIO

Genética bovina brasileira começa a ser exportada para Honduras

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De importador, o Brasil se tornou um dos maiores exportadores de genética bovina. Com investimentos em pesquisa e tecnologia, o progresso do rebanho nacional desperta o interesse de mercados em todo o mundo. Agora é a vez de Honduras abrir caminho para a genética brasileira. Para potencializar a produção de leite no país centro-americano, foram adquiridas doses de sêmen de touros Gir Leiteiro e Girolando da bateria ABS, líder em fornecimento de genética bovina.

“Ficamos honrados por terem escolhido a ABS. Os produtores de Honduras querem tornar a produção de leite mais eficiente e lucrativa no país e, com esta genética que estão levando, certamente, vão atingir seus objetivos. Nossa expectativa é de que, no futuro próximo, eles levem também, embriões”, destaca a Coordenadora de Comércio Exterior da ABS, Paula Waeny.

Com protocolo de importação firmado em outubro do ano passado, esta é a primeira negociação entre os dois países. Foram adquiridas doses de sêmen convencional e sêmen sexado (Sexcel) de touros da bateria ABS, como Antonione, Barbante, Elton, Erich e Festeiro, reprodutores com ampla variabilidade genética e consagrados no mercado.

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O produtor Carlos Ordoñez, que já recebeu as doses, comemora a abertura de mercado. “O protocolo abriu um caminho importante para nós. A genética brasileira é referência e confiamos muito no trabalho da ABS, que tem uma bateria formada por touros campeões, de muito sucesso no mercado, touros que não tem em outras centrais. Estamos muito contentes por trabalhar com o que há de melhor no mercado”, enfatiza o produtor hondurenho, da Ganaderia Ordoñez.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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