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Gasolina no Brasil segue 10% acima do preço internacional e poderia cair R$ 0,28 por litro, aponta Abicom

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A gasolina no Brasil está sendo vendida em média 10% acima da paridade de importação (PPI), segundo levantamento da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom). A análise aponta que, para se equiparar aos preços internacionais, o combustível poderia sofrer uma redução de aproximadamente R$ 0,28 por litro.

Preços da gasolina variam por região

O estudo da Abicom destaca que a diferença entre os valores internos e externos chega a 13% no polo de Itacoatiara, no Amazonas, atendido pela Refinaria da Amazônia (Ream), de pequeno porte, pertencente ao grupo Atem. Segundo a associação, a Petrobras e a Acelen mantêm os preços da gasolina acima da paridade há mais de um mês, abrindo “janelas” para importadores aproveitarem oportunidades no mercado externo.

Diesel brasileiro está levemente abaixo do preço internacional

Em relação ao diesel, o cenário é diferente. O preço do combustível no Brasil permanece ligeiramente inferior ao praticado no exterior, cerca de 4% menor nas refinarias da Petrobras, o que poderia permitir um aumento de R$ 0,14 por litro para se alinhar à paridade internacional.

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No caso da Acelen, que reajustou o diesel em 1,4% na semana passada, a defasagem em relação aos preços externos é estimada em 2%, segundo a Abicom.

Contexto internacional influencia preços

Os dados da Abicom foram coletados em 3 de outubro, antes da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de aumentar a produção de petróleo em volume menor que o esperado pelo mercado. A medida provocou alta nos preços internacionais do petróleo nesta segunda-feira (6), impactando a percepção sobre a paridade de importação e possíveis ajustes no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul

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O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.

Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.

Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.

“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.

Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade

Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.

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De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.

Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.

“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.

Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.

Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras

Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.

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Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.

Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.

Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.

“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.

“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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