AGRONEGÓCIO

GAP Genética Revoluciona Leilões com Novos Formatos e Opções de Escolha

Publicado em

A GAP Genética, de Uruguaiana (RS), está trazendo uma inovação para o mercado de leilões com a realização de um evento virtual que se estenderá por três dias consecutivos. Entre 16 e 18 de setembro, a empresa promoverá remates de quatro raças distintas, sob a condução da Trajano Silva Remates.

Marcelo Silva, leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, revela que a edição deste ano do leilão traz uma novidade significativa. “Teremos três noites dedicadas a diferentes raças. Na primeira noite, será a vez da raça Brangus; na segunda, os animais da raça Angus; e na terceira, os Hereford e Braford. Ao todo, serão mais de 250 touros ofertados. Em relação às fêmeas, a quantidade será reduzida, pois estamos selecionando apenas as melhores das melhores de cada raça”, explica Marcelo Silva.

A GAP Genética justifica a escolha de realizar o leilão em três noites como uma forma de proporcionar um ambiente mais confortável e menos apressado para os compradores. João Paulo Schneider da Silva, conhecido como Kaju e diretor comercial da GAP, acrescenta que os participantes terão a oportunidade de escolher entre os melhores animais nascidos na geração de 2024, que serão desmamados em 2025. “Acreditamos que, com nossa abordagem de melhoramento contínuo e objetivo, os animais da geração 2024 representam o que há de melhor em nossa produção. Esta é uma oportunidade única para adquirir um produto de excelência”, destaca Kaju.

Leia Também:  Produtores têm até sexta-feira para antecipar venda de arroz à Conab por meio de Contratos de Opção

O leilão da raça Brangus está marcado para a segunda-feira, 16 de setembro. No dia seguinte, 17 de setembro, será a vez da raça Angus, e o leilão dos Hereford e Braford acontecerá na quarta-feira, 18 de setembro. O evento contará ainda com a participação especial do leiloeiro Pedro Bastos, apoio técnico da FF Velloso & Dimas Rocha Assessoria Agropecuária e transmissão pelo canal Lance Rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

Published

on

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

Leia Também:  Imposto de Renda 2026: produtor rural precisa redobrar atenção com Livro Caixa e fiscalização tributária

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

Leia Também:  Impactos da Seca nos Preços do Gado e Escassez de Animais Bem Acabados para Abate

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA