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Gadolando registra alta nas classificações em 2025, mas enfrenta retração nos registros e no controle leiteiro

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A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) encerrou 2025 com resultados contrastantes em suas principais atividades. Enquanto o número de classificações lineares registrou um salto de 272,54%, os serviços de registro animal e controle leiteiro apresentaram retração, refletindo o impacto da crise no setor leiteiro gaúcho.

Segundo dados divulgados pela entidade, 5.256 animais estiveram sob controle leiteiro, com a realização de 63.072 controles, e 10.007 animais foram registrados. Já 4.355 animais passaram por classificação linear, impulsionados pela adesão de 90 produtores e pelo reforço técnico da associação.

Queda nos registros e no controle leiteiro reflete crise no setor

Apesar do bom desempenho nas classificações, o levantamento mostra uma queda de 21,19% nos registros e de 18,5% no controle leiteiro em relação a 2024. De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, os números evidenciam os desafios enfrentados pelos produtores de leite ao longo do ano.

“O cenário foi difícil, mas a maioria dos nossos associados manteve o trabalho de registro, controle e classificação. O aumento nas classificações demonstra o esforço dos produtores e a eficiência do nosso corpo técnico, que foi ampliado para atender a essa demanda”, ressaltou Tang.

Condições climáticas e queda no preço do leite agravam dificuldades

Tang destacou que a retração já era esperada, considerando os impactos acumulados dos últimos anos. Entre os principais fatores, ele cita as condições climáticas adversas, como estiagens e enchentes, que prejudicaram a produção de alimentos para o gado.

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A situação se agravou a partir de agosto de 2025, com a forte queda na remuneração do leite pago ao produtor, o que comprometeu ainda mais a sustentabilidade das propriedades rurais. “Vivemos uma das piores crises do setor leiteiro. Nesse contexto, a redução nos serviços é um reflexo natural da realidade dos produtores”, afirmou o presidente.

Perspectiva de recuperação e foco na genética

Mesmo diante das dificuldades, a Gadolando mantém otimismo para o futuro. Tang acredita em uma estabilização do setor e aposta na qualidade genética dos rebanhos como fator-chave para a retomada.

“Nossa prioridade é seguir investindo no aprimoramento técnico e no suporte aos criadores. O fortalecimento genético é o caminho para melhorar os indicadores e sustentar a pecuária leiteira gaúcha nos próximos anos”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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