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Futuros de Wall Street caem após alerta de Bessent; mercado aguarda decisão do Fed

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Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street operavam em queda nesta segunda-feira, pressionados pelas declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reforçaram as preocupações com uma possível desaceleração da economia. Além disso, o mercado se volta para a reunião do Federal Reserve (Fed) desta semana, em busca de sinais sobre a política monetária.

Em entrevista à NBC no domingo, Bessent alertou que “não há garantias” de que os Estados Unidos escaparão de uma recessão, o que intensificou os receios já existentes sobre a saúde econômica do país. As tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump também seguem como fator de incerteza, aumentando os temores de que uma guerra comercial possa desencadear uma recessão.

Trump reforçou que não haverá exceções para as tarifas sobre aço e alumínio implementadas na semana passada, enquanto novas tarifas setoriais e recíprocas estão programadas para entrar em vigor em 2 de abril.

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O Federal Reserve anunciará sua decisão sobre a taxa de juros na próxima quarta-feira, e a expectativa do mercado, segundo dados da LSEG, é de que a autoridade monetária mantenha os juros inalterados. No entanto, investidores estarão atentos a possíveis sinais de cautela do Fed diante do crescimento econômico e das preocupações inflacionárias.

“Os participantes precisarão reavaliar suas projeções agora que as primeiras tarifas entraram em vigor e que a Casa Branca parece determinada a impor tarifas ainda mais elevadas”, avaliaram analistas do Goldman Sachs.

Os futuros do S&P 500 registravam queda de 0,31%, enquanto os contratos futuros do Nasdaq 100 e do Dow Jones recuavam 0,28% e 0,36%, respectivamente.

Na última semana, tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq encerraram com perdas pela quarta semana consecutiva, enquanto o Dow Jones também acumulou desempenho negativo no período.

No pré-mercado, ações de gigantes da tecnologia operavam em baixa, com Microsoft e Amazon.com recuando 0,7% e 0,3%, respectivamente. Já a Tesla apresentava queda mais acentuada, de 1,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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