AGRONEGÓCIO

Fundesa do Rio Grande do Sul Registra Saldo de R$ 152 Milhões

Publicado em

A Assembleia Geral de Prestação de Contas do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) foi realizada nesta terça-feira (15), com a presença do secretário adjunto da Agricultura e da diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA). O encontro, que ocorre trimestralmente, apresentou os resultados referentes ao terceiro trimestre e ao acumulado de 2024.

Entre janeiro e setembro de 2024, o Fundesa arrecadou R$ 21,2 milhões e destinou R$ 9,5 milhões a indenizações e atividades de prevenção e defesa sanitária. Com isso, o saldo total disponível no fundo alcançou aproximadamente R$ 152,8 milhões.

Dentre os principais destaques financeiros, estão os recursos alocados para as ações de emergência sanitária em resposta ao surto de Newcastle, que ocorreu em julho na cidade de Anta Gorda. Quase R$ 250 mil foram direcionados para a hospedagem das equipes envolvidas, aquisição de insumos para testes e equipamentos de proteção individual para os técnicos que atuaram na contenção do surto.

Leia Também:  IGP-M registra alta de 0,31% em abril, superando expectativas do mercado

Após a apresentação e a aprovação das contas, Rosane Collares, diretora do DDA da Secretaria da Agricultura, ressaltou a importância do Fundesa na resposta ao incidente. “Nosso papel é trabalhar, operacionalizar e garantir uma pronta resposta. A segurança e o suporte que temos com o Fundesa são fundamentais”, destacou a diretora. José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura, também elogiou a agilidade do Fundesa em colaborar com outras entidades, promovendo uma resposta eficiente ao caso de Anta Gorda, e ressaltou a relevância da biosseguridade nos debates sobre saúde animal.

O secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, que também participou da Assembleia, confirmou a prorrogação do convênio entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e o Fundesa até dezembro, permitindo a sincronização das prestações de contas do Fundo e do convênio. Madalena enfatizou que o Rio Grande do Sul deve promover uma discussão abrangente sobre rastreabilidade bovina nos próximos meses. “Um estado como o nosso, que conta com um Serviço Veterinário Oficial de alta qualidade e um setor produtivo extremamente organizado, deve ser protagonista nesta discussão”, afirmou.

Leia Também:  Produção Industrial Brasileira Registra Recuo de 0,3% em Fevereiro, Aponta IBGE

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, concordou sobre a importância do debate e assegurou que os conselheiros do Fundo estão prontos para discutir e implementar a rastreabilidade como um meio de evidenciar o protagonismo do setor no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Published

on

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia Também:  Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Brasil amplia presença na África com abertura do mercado da Tanzânia para carnes de aves e suínos
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA