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FS Diversifica Exportações e Inova na Produção de Etanol de Milho

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A FS Fueling Sustainability, pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e de capital brasileiro e americano, deu um importante passo no comércio internacional de grãos secos de destilaria (DDG). Este ano, a empresa já exportou três pequenos lotes para a Indonésia.

O DDG, coproduto da fabricação de etanol a partir do milho, é amplamente utilizado na ração animal. Brian Mike, gerente de vendas de produtos de nutrição animal da FS, explicou que, apesar da comercialização do DDG já ocorrer no Brasil, a exportação foi adiada até que a produção atingisse uma escala suficiente para atender aos clientes estrangeiros. A empresa planeja exportar de 10% a 12% da produção anual, atualmente em 1,8 milhão de toneladas.

Desde 2021, o Brasil exporta DDG, conforme dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Até 2023, esses embarques eram feitos exclusivamente pela Inpasa, que possui três usinas. A FS, por sua vez, conta com três unidades em Mato Grosso, localizadas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste, com capacidade total de moer 5,1 milhões de toneladas de milho por ano. Em 2022/23, a empresa registrou uma receita de R$ 7,6 bilhões e planeja construir mais três plantas em Querência, Campos Novos e Nova Mutum, visando dobrar a produção de etanol até 2026, alcançando 5 bilhões de litros e 4 milhões de toneladas de DDG.

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A FS investiu em tecnologia para desenvolver um DDG premium destinado à exportação, conhecido como HPDDG (DDG com alta proteína), que possui 73,7% de Profat (proteína bruta combinada com gordura). Victor Trenti, gerente-executivo de nutrição animal, destacou que o HPDDG proporciona uma redução de custos de 15% em relação ao farelo de soja, atendendo tanto à demanda brasileira quanto ao mercado internacional.

A FS utiliza a tecnologia americana da ICM para separar as fibras e produzir três diferentes produtos de nutrição animal: HPDDG, FS Ouro (farelo de milho seco com solúveis) e FS úmido (farelo de milho úmido com solúveis). Os produtos são vendidos a criadores de bovinos, suínos, aves, tilápias e pets. A unidade de aves e suínos da BRF em Lucas do Rio Verde é um grande cliente da FS, utilizando DDG na alimentação de seus animais há seis anos.

Inovação e Sustentabilidade

A FS está desenvolvendo dois novos projetos para aumentar a sustentabilidade de sua produção de biocombustível. Um deles é o Beccs (Bioenergy with Carbon Capture and Storage), que visa injetar o gás carbônico resultante do processo de produção em poços com até 2 km de profundidade, tornando a FS a maior produtora de etanol líquido do mundo com pegada de carbono negativa. O outro projeto envolve o uso de bambu como biomassa.

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O Beccs está em andamento há 18 meses na unidade de Lucas do Rio Verde, com o objetivo de injetar no solo 423 mil toneladas de CO² por ano, totalizando 12 milhões de toneladas de carbono estocadas no subsolo. Segundo Dirceu Turco, gerente industrial da planta, essa tecnologia alinha-se à estratégia de sustentabilidade da empresa e à transição energética.

Além disso, a FS está testando o plantio de bambu como biomassa em Nova Mutum (MT), onde já possui 5 mil hectares de bambu e planeja expandir para 20 mil hectares. O bambu oferece vantagens competitivas em relação ao eucalipto, como menor custo e maior resistência à seca. A empresa está avaliando uma máquina automotriz alemã para a colheita de bambu, que pode reduzir significativamente os custos de produção.

A FS é resultado de uma joint venture entre a americana Summit Agricultural Group e a Tapajós Participações, do empresário Marino Franz, de Lucas do Rio Verde. A empresa continua a investir em inovação e sustentabilidade, mantendo-se na vanguarda da produção de etanol de milho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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