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Açaí Brasileiro Conquista o Mercado Internacional com Crescimento de 47% nas Exportações em 2024

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O açaí, um dos produtos mais emblemáticos da biodiversidade brasileira, tem mostrado um impressionante crescimento nas exportações, especialmente em 2024. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a exportação de açaí em purê teve um aumento de 47,5% no faturamento, atingindo US$ 464.467 até novembro deste ano. Em volume, o crescimento foi de 12,7%, totalizando 89 toneladas exportadas. O sucesso do produto é atribuído à qualidade reconhecida mundialmente e à crescente demanda por alimentos saudáveis, naturais e sustentáveis.

Os Estados Unidos continuam sendo o maior destino do açaí brasileiro, consolidando-se como um mercado promissor para o setor. A fruta, famosa por suas propriedades nutricionais e benefícios à saúde, como ação anti-inflamatória e melhoria das condições psíquicas, já se estabeleceu entre os americanos como base de smoothies, tigelas e sobremesas.

Internacionalização: Oportunidade para Empreendedores Brasileiros

Com a demanda crescente por açaí, a internacionalização de açaiterias surge como uma estratégia atraente para empreendedores brasileiros. A Drummond Advisors, especializada na expansão de empresas para o exterior, destaca que o mercado norte-americano oferece inúmeras vantagens, como um público consumidor consciente e disposto a experimentar novos sabores e produtos inovadores.

Joice Izabel, sócia da Drummond Advisors, afirma: “O mercado dos Estados Unidos é não apenas um trampolim para a globalização, mas também um espaço de consumidores sofisticados, que valorizam produtos naturais e sustentáveis como o açaí. Para os empreendedores brasileiros, esse é o momento ideal de transformar uma tendência em um negócio consolidado”.

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Preparação: A Chave para o Sucesso nos EUA

Para os empresários interessados em expandir suas operações para os Estados Unidos, é essencial realizar um planejamento detalhado. Isso inclui a escolha adequada da estrutura societária (LLC, Corporation, entre outras), licenciamento local e a adequação de rótulos e embalagens aos padrões exigidos pelo mercado americano. A Drummond Advisors também recomenda a realização de estudos de mercado para entender o perfil do consumidor e explorar programas de apoio à entrada de negócios estrangeiros, como o SelectUSA.

Joice Izabel alerta: “Mais do que nunca, os empreendedores precisam encarar o planejamento tributário e a escolha da estrutura empresarial como ferramentas essenciais para competir nos EUA. Esses fatores são fundamentais para reduzir custos, minimizar riscos e garantir a operação sustentável e legal”.

Cenário Econômico Favorável para Novos Negócios

A economia dos Estados Unidos projeta um crescimento significativo em 2025, o que cria um cenário promissor para a expansão de negócios. O Union Bank of Switzerland (UBS) prevê um crescimento de 10% nos lucros das 500 maiores empresas listadas na NYSE no próximo ano, enquanto o índice S&P 500 deve alcançar 6.600 pontos, também com uma valorização de 10%. Setores como tecnologia, bancos e saúde, que têm se destacado pela inovação e adaptação, são os principais impulsionadores dessa expansão.

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Além disso, as tendências globais no setor de alimentos e bebidas reforçam o potencial do açaí no mercado internacional. O relatório “Future Bites: 2025 Food and Beverage Taste Trends Energizing the Industry”, da Kerry Group, aponta que os consumidores estão cada vez mais em busca da “Diversão com Funcionalidade” – alimentos que além de saborosos, oferecem benefícios à saúde, como melhora no humor e aumento de energia.

O açaí figura entre os ingredientes a serem observados em 2025, ao lado de itens como cúrcuma, cogumelos e cacau, consolidando-se como um alimento funcional que atrai consumidores interessados em saúde e inovação.

Perspectivas para as Marcas Brasileiras

Com um cenário econômico favorável e tendências de consumo alinhadas, o mercado norte-americano apresenta um terreno fértil para marcas brasileiras que desejam expandir e consolidar sua presença global. Seja oferecendo as tradicionais tigelas de açaí ou criando produtos inovadores, o Brasil tem uma oportunidade crescente de capturar a atenção de consumidores ao redor do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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