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Frigorífico de Pato Branco amplia mercado de pescados com selo Susaf

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A Pescados União, frigorífico especializado na produção, abate e comercialização de pescados em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, conquistou o selo Susaf (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte). Com isso, a empresa pode agora expandir suas vendas para todo o estado, tornando-se a 107ª agroindústria familiar a receber essa certificação.

Com o selo, a indústria amplia seu mercado potencial de cerca de 95 mil consumidores locais para 11,4 milhões de paranaenses. Diante desse novo cenário, a empresa planeja dobrar sua produção e o número de funcionários, além de incentivar novos produtores a ingressarem na criação de tilápia para abastecer o frigorífico.

A certificação foi entregue na segunda-feira (17) no escritório regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). “Quero destacar a importância de todo o Sistema de Agricultura do Estado no processo, desde o trabalho de extensão do IDR-Paraná até a ação de vigilância da Adapar”, afirmou Leunira Viganó Tesser, chefe do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Pato Branco.

Segundo ela, prefeitos de toda a região foram orientados sobre a necessidade de equiparar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE), um passo essencial para a adesão ao Susaf. Atualmente, dos 15 municípios da regional de Pato Branco, nove já aderiram ao programa.

Expansão e novos horizontes

A adesão de Pato Branco ao Susaf ocorreu em 13 de dezembro, e a Pescados União foi a primeira agroindústria certificada. “Essa certificação é um grande avanço para a empresa, que agora pode atender todo o Paraná, aumentando suas vendas e geração de renda, beneficiando não só a agroindústria, mas também a comunidade local”, destacou Pedro Tondo, gerente da Adapar em Pato Branco.

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Vera Lucia Theodoro Marini, filha de Luiz Marini, um dos sócios da Pescados União, enfatizou que a conquista é resultado de um processo que durou cerca de dois anos. “Isso representa tanto a ampliação dos negócios quanto a valorização do nosso produto”, disse ela, que atua na produção e administra o frigorífico localizado na propriedade familiar na zona rural.

Criada em 2017, a Pescados União vinha buscando ampliar sua atuação no mercado. “A venda restrita ao município dificultava a viabilidade do negócio. A certificação pelo Susaf foi essencial para a continuidade e crescimento da empresa”, explicou Reginaldo Nunes de Oliveira, sócio e administrador do frigorífico.

A produção atual gira em torno de mil quilos de tilápia por dia, com uma equipe de seis funcionários fixos e outros cinco ou seis em atividades temporárias. Com a expansão, a expectativa é dobrar tanto a produção quanto o número de trabalhadores nos próximos meses.

Cerca de 30% dos pescados industrializados são de produção própria, enquanto 70% são adquiridos de parceiros. Com a ampliação da demanda, abre-se espaço para que esses produtores aumentem suas criações e novos fornecedores ingressem no mercado. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, apontam que o Núcleo Regional de Pato Branco produziu 1.027 toneladas de tilápia em 2023, com um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 9,4 milhões.

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A Pescados União acompanha de perto todo o processo produtivo, desde a alimentação dos peixes e a qualidade da água até o abate, garantindo a segurança alimentar e a qualidade dos produtos. “Além disso, garantimos a compra da produção dos nossos fornecedores”, reforçou Oliveira.

Todos os supermercados de Pato Branco já comercializam os produtos da marca, mas a restrição de mercado impedia a venda para fora do município. “As redes queriam comprar de nós para vender em outras cidades, mas não podíamos. Agora, já iniciamos negociações para expandir nossa distribuição”, afirmou o administrador.

Sobre o Susaf

Criado pelo governo estadual em 2013 e regulamentado em 2020, o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) permite que agroindústrias certificadas vendam seus produtos em todo o estado.

A adesão ao programa é feita pelo município ou consórcio de municípios, mediante comprovação de que o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) está em conformidade com as exigências do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Destinado especialmente às agroindústrias familiares e de pequeno porte, o programa exige o cumprimento de rigorosos padrões sanitários, garantindo a segurança alimentar e a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. A fiscalização das empresas certificadas é de responsabilidade do poder público municipal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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