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Frete rodoviário registra alta em janeiro e chega a R$ 6,97 por quilômetro rodado

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O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil alcançou R$ 6,97 em janeiro, registrando um aumento de 2,35% em comparação a dezembro, conforme apontam os dados mais recentes do Índice de Frete Edenred Repom (IFR).

Segundo Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom, a alta reflete, principalmente, o impacto do aumento no preço do diesel. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostram que o diesel comum teve preço médio de R$ 6,23 em janeiro, um acréscimo de 0,48% em relação ao mês anterior. Já o diesel S-10 foi comercializado a R$ 6,31, com alta de 0,64% no mesmo período. Além disso, fatores macroeconômicos também influenciaram os custos do transporte, como a elevação da taxa básica de juros (Selic), que encarece o crédito e impacta o preço de insumos essenciais para o setor.

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade na tendência de alta do preço médio do frete, impulsionada pelo aumento da demanda do agronegócio. O atraso na safra de 2025 deve concentrar o escoamento da produção em um período mais curto, intensificando a necessidade de transporte. “Fatores como a tributação do setor, especialmente o ICMS, e a revisão da tabela de frete também devem pressionar os custos do transporte nas próximas semanas”, avalia Fernandes.

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O IFR é um indicador que mede o preço médio do frete no país, com base em 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio gerenciadas pela Edenred Repom. A empresa, líder no segmento de pagamentos de frete e vale-pedágio, atua há 30 anos no mercado, atendendo mais de um milhão de caminhoneiros em todo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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