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FPA e Bernard Appy dialogam sobre Regulamentação da Reforma Tributária

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Nesta terça-feira (28), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) promoveu uma reunião com o secretário Extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, juntamente com os membros dos Grupos de Trabalho da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, para discutir o tema e seus impactos no setor. Durante o encontro, foi entregue uma manifestação da bancada sobre o PLP 68/2024, contendo sugestões de ajustes visando minimizar os prejuízos para a agropecuária.

O deputado Arnaldo Jardim (CD-SP), vice-presidente da FPA, ressaltou que foram encaminhados 17 pontos no manifesto. Além da entrega formal ao governo federal, também serão apresentadas emendas ao texto, nos mesmos termos, por deputados e senadores da FPA. Jardim destacou a importância do diálogo entre equipes técnicas para subsidiar a atuação da bancada e dos parlamentares.

Entre os pontos abordados, destaca-se a pauta principal da bancada: a inclusão da cesta básica na alíquota zero. O texto do governo propõe uma alíquota diferenciada e, em alguns casos, a chamada alíquota cheia. “Dos pontos que estão na alíquota diferenciada, mas não estão zerados, temos o setor de carnes. E na questão da alíquota zero, veio zero para o leite, mas não veio para os produtos lácteos”, esclareceu Jardim.

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Outras preocupações incluem a não incidência tributária sobre exportações, alíquotas diferenciadas para insumos agropecuários, limites para que o produtor rural seja considerado contribuinte, tributação dos biocombustíveis e a questão do crédito para evitar cumulatividade tributária.

Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária, observou que muitas decisões são políticas, mas expressou disposição em não aumentar os preços dos alimentos no Brasil e em dialogar tecnicamente para melhorar a proposta. “Questões como o que será incluído na cesta básica terão impacto na arrecadação, mas são decisões políticas e caberá aos parlamentares decidir. No Grupo de Trabalho (GT), os parlamentares poderão tomar uma decisão”, afirmou o secretário.

Appy reafirmou o compromisso de que a reforma tributária deve aumentar a competitividade do setor agropecuário, reduzir os custos de investimento e promover a competitividade nas exportações, reconhecendo a importância desse setor para o crescimento econômico do país.

Arnaldo Jardim enfatizou a importância do debate e da busca por consensos. “Se pudermos alcançar bons acordos com o Executivo, será positivo porque contribuirá para a convergência. Mas se não conseguirmos acordo sobre os pontos, defenderemos nossa posição no Plenário da Câmara, tanto na Comissão quanto na votação em Plenário”.

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O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), presente na reunião e integrante do Grupo de Trabalho sobre o Sistema Tributário Nacional, destacou o prazo de 60 dias para apresentar uma proposta. “Devemos elaborar um texto que promova o crescimento do Brasil, estimule as exportações, desonere e reduza os impostos sobre os alimentos. Não podemos deixar de fora nenhuma área importante que gere emprego, renda e tenha importância econômica e social em nosso país”, afirmou.

Lippi também levantou a questão das cooperativas de crédito, ressaltando sua importância para o financiamento de pequenos produtores e empresas locais. Ele enfatizou a necessidade de garantir que as mudanças tributárias não prejudiquem esse setor vital para a atividade econômica em áreas rurais.

Confira o Ofício

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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