AGRONEGÓCIO

Fortalecimento da Marca do Algodão Brasileiro: Um Congresso de Excelência

Publicado em

O 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA) reunirá, de 3 a 5 de setembro em Fortaleza (CE), um time de especialistas de peso para discutir estratégias que visam fortalecer a marca do algodão brasileiro tanto no mercado interno quanto no externo. Organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o evento contará com a participação de renomados profissionais nacionais e internacionais, que irão conduzir debates essenciais para a construção de uma imagem sólida para o produto.

O congresso abordará temas cruciais para o fomento do consumo do algodão, alinhados com as demandas atuais do mercado. No último dia do evento, quinta-feira, 5 de setembro, serão realizados dois painéis de destaque: “Estratégias globais no mercado têxtil: conectando com o consumidor final” e “Branding e algodão brasileiro: como fortalecer a marca no mercado”. A mediação do primeiro painel será conduzida pela jornalista Maria Prata, conhecida por seu trabalho de destaque na área de moda.

O Brasil, sendo o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial de algodão, com uma previsão de colheita de 3,67 milhões de toneladas para a safra 2023/2024, enfrenta o desafio de alavancar sua produção interna. Atualmente, apenas cerca de 720 mil toneladas do total colhido são destinadas ao mercado nacional, enquanto o excedente é majoritariamente exportado para a Ásia. A necessidade de estratégias eficazes para lidar com este cenário será o foco do primeiro painel, com a participação de Fernando Pimentel, diretor superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e Marcos De Marchi, presidente da Vicunha Têxtil. A visão internacional será aportada pelos consultores Giuseppe Gherzi e Marzia Lanfranchi. Gherzi, uma referência global, é conhecido por sua consultoria pioneira no setor têxtil desde 1929, enquanto Lanfranchi é cofundadora da plataforma “Cotton Diaries”, dedicada à sustentabilidade na cadeia de fornecimento de algodão.

Leia Também:  Brasil Receberá Novamente o Congresso Mundial Braford em 2025

Fernando Pimentel destaca a importância de uma abordagem integrada para aumentar a demanda interna por algodão. Ele enfatiza a necessidade de conectar a indústria ao consumidor final, promovendo uma produção responsável em termos sociais, ambientais e de governança. “A indústria deve demonstrar seu compromisso com práticas sustentáveis e um ecossistema coordenado, atendendo ao consumidor sem comprometer o meio ambiente”, afirma Pimentel, que também ressalta a importância de compreender as mudanças nas preferências do consumidor e a concorrência com fibras sintéticas.

O segundo painel, mediado por Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa, discutirá a importância do branding para transformar o algodão em uma marca forte, com propósito e valores que atraem o consumidor. Participarão deste painel João Branco, reconhecido pela Forbes como um dos melhores profissionais de marketing do Brasil, George Candon, especialista em política internacional e comunicações de reputação, e Luis Fernando Samper, da 4.0 Brands, conhecido por sua expertise em estratégias de diferenciação para produtos agrícolas, como o café colombiano.

Silmara Ferraresi ressalta que o congresso deste ano é especialmente significativo, marcando o 25º aniversário da Abrapa e celebrando as conquistas da cotonicultura brasileira. “O CBA evoluiu de um evento técnico-científico para uma plataforma que promove a imagem e a desejabilidade do algodão brasileiro no mercado global”, afirma Ferraresi. Ela conclui que a presença de tantos especialistas renomados em um único evento representa uma oportunidade rara e valiosa para o setor.

Leia Também:  Brasil fortalece sua posição como fornecedor global de carne de frango

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plano Safra 2026/2027 pode impulsionar vendas de máquinas para agricultura familiar, avalia Agritech

Published

on

O reforço dos recursos destinados à agricultura familiar no Plano Safra 2026/2027 foi recebido com expectativa positiva pelo setor de máquinas agrícolas. Para a Agritech, fabricante brasileira especializada em tratores e implementos para pequenos e médios produtores, o aumento do orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a redução das taxas de juros criam um ambiente mais favorável para os investimentos no campo.

No entanto, a empresa ressalta que o impacto sobre as vendas dependerá da efetiva liberação e contratação das linhas de crédito pelos agricultores.

Nesta safra, o Governo Federal destinou R$ 85,2 bilhões ao Pronaf, valor 9% superior aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados no ciclo anterior. As linhas de custeio passam a operar com juros entre 1% e 7,5% ao ano, enquanto os financiamentos para investimentos terão taxas entre 1% e 5% para aquisição de máquinas e equipamentos e de até 7,5% para outras finalidades.

Crédito rural será decisivo para retomada do mercado

Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, a ampliação dos recursos e o custo menor do financiamento representam um estímulo importante para o produtor rural, especialmente após um período marcado pela perda do poder de compra e retração dos investimentos.

Leia Também:  Terceiro maior exportador do país, estado amplia receita do agronegócio

De acordo com o executivo, o mercado demonstra sinais de recuperação, mas ainda opera com cautela.

Ele observa que a movimentação nas feiras do agronegócio revela o interesse dos produtores em renovar suas máquinas, porém a concretização dos negócios continua condicionada ao acesso ao crédito rural.

A empresa destaca que cerca de 90% das vendas do segmento dependem de financiamento, o que torna a disponibilidade dos recursos um fator determinante para o desempenho do mercado.

Moderfrota também pode acelerar renovação da frota

Além do Pronaf, a Agritech acompanha as oportunidades geradas pelo Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Para a safra 2026/2027, o programa contará com R$ 5,8 bilhões em recursos. As taxas de juros foram definidas em 11,5% ao ano para produtores enquadrados no Pronamp e 12,5% ao ano para os demais agricultores.

O financiamento contempla produtores rurais e cooperativas com renda bruta anual de até R$ 45 milhões, oferecendo prazo de pagamento de até sete anos para máquinas novas e até quatro anos para equipamentos usados.

Na avaliação da Agritech, o Moderfrota pode ampliar o acesso à mecanização, estimular a renovação da frota agrícola e contribuir para ganhos de produtividade no campo. Ainda assim, a empresa ressalta que os resultados dependerão da efetiva execução dos recursos anunciados pelo governo.

Leia Também:  Brasil fortalece sua posição como fornecedor global de carne de frango
Máquinas desenvolvidas para a agricultura familiar

A estratégia da Agritech está baseada em equipamentos desenvolvidos especificamente para atender às necessidades da agricultura familiar e das pequenas propriedades rurais.

Segundo Cesar Oliveira, a diversidade de culturas e sistemas produtivos exige tratores adaptados às características de cada atividade, permitindo maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos investimentos realizados pelos produtores.

Entre os destaques da empresa está o trator 1155, equipado com motor de 42 cavalos de potência e produzido em mais de 49 configurações, possibilitando adequações de altura, largura e outros componentes conforme a necessidade de cada propriedade.

A fabricante também ampliou recentemente seu portfólio com o lançamento do AGT-20, modelo equipado com motor de 17 cavalos, voltado aos pequenos produtores que buscam ampliar a mecanização com menor investimento, e do AGT-25 Cabinado, desenvolvido para atender diferentes aplicações agrícolas em propriedades familiares e de médio porte.

Para a Agritech, a combinação entre crédito acessível, juros menores e equipamentos adequados à realidade da agricultura familiar poderá favorecer a retomada dos investimentos em mecanização, desde que os recursos previstos no Plano Safra cheguem efetivamente aos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA