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Fixação Biológica será um dos temas tratados no Show Tecnológico CopercamposFixação Biológica será um dos temas tratados no Show Tecnológico Copercampos

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Com forte atuação no fornecimento de sementes de soja de alta performance para os estados do Sul do Brasil, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de regiões produtores de grãos da Argentina, Paraguai e Uruguai, a Copercampos, cooperativa agropecuária que atua na região de Campos Novos (SC), realiza nos dias 27 a 29 de fevereiro o Show Tecnológico 2024. A feira conta com a presença da Novonesis, líder mundial em biossoluções. Nascida da fusão entre a Novozymes e a Chr. Hansen, a empresa apresentará aos produtores atendidos pela cooperativa o que há de mais avançado em tecnologias em Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN).

“A Copercampos é uma das maiores cooperativas produtoras de sementes de soja e sempre foi uma parceira na propagação do uso de inoculantes biológicos para tratamento industrial”, afirma Fernando Bonafé Sei, gerente da área técnica da Novonesis. Nesta edição será apresentado para os agricultores o pacote tecnológico CTS 700, inoculante líquido longa-vida com 60 dias de pré-tratamento, tecnologia que pode propiciar mais comodidade, segurança e maior produtividade na lavoura.

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“O CTS 700 é um produto mais adotado entre os produtores dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, explica Eduardo Luiz Facin, representante Técnico de Vendas da Novonesis. Ele destaca que o principal benefício da parceria com a Copercampos é entregar uma semente de soja de alta qualidade e já com a tecnologia “Abre e Plante”, a qual o produtor recebe a semente pronta para realização do plantio já inoculada, garantindo maior qualidade e produtividade na hora da colheita.

De acordo com dados fornecidos pela Novonesis, o incremento médio em produtividade com o uso de inoculantes com Bradyrhizobium chega a 8%. Fernando Bonafé Sei frisa que esses microrganismos benéficos ajudam a reduzir o uso de fertilizantes nitrogenados no desenvolvimento. Os inoculantes biológicos da Novonesis elevam a disponibilidade de nutrientes e proporcionam um bom desenvolvimento da raiz e da cultivar, o que proporciona melhor resposta das plantas ao estresse hídrico, problemática cada vez mais comum em muitas regiões produtoras do País.

Fernando detalha que o CTS 700 incorpora também outras tecnologias como os protetores biológicos, polímeros para recobrimento e moléculas bioestimulantes como o LCO. Estas soluções, segundo ele, foram projetadas para oferecer o máximo de compatibilidade com outros produtos inseridos no tratamento industrial e alto desempenho. “Por ser um produto com microrganismos inseridos industrialmente nas sementes, além de todos os benefícios mencionados, o produtor também tem a praticidade de plantar sem a necessidade de fazer o tratamento dentro da propriedade”, salienta o gerente da área técnica da companhia.

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Fonte: Novonesis

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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