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Feirão de Emprego no Pedra 90 conquista oportunidade de trabalho para 80 mulheres

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Em três dias do 3º Feirão de Empregos no CRAS Pedra 90, a Secretaria Municipal da Mulher, sob liderança da secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, encaminhou 80 mulheres para processos seletivos de empresas parceiras. A ação, que integra o “Projeto Secretaria da Mulher em Ação”, continua neste sábado (14), das 8h às 12h30, na Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, com a oferta do balcão de empregos, cursos gratuitos e distribuição de roupas pelo Armário Solidário.

Realizado nos dias 09, 11 e 13 de junho, o 3º Feirão de Empregos atendeu mulheres dos bairros Pedra 90, Jardim Industriário e Nova Esperança, com apoio de diversas empresas, inclusive da região, ofertando mais de 600 vagas de trabalho.

A coordenadora da Secretaria da Mulher, Caroline Fernandes, destacou que o evento levou oportunidades diretamente aos bairros mais afastados, fortalecendo a autonomia feminina. “O objetivo da Secretaria da Mulher, representada pelas secretárias Hadassah e Stefanya Paiva (secretária-adjunta), é ampliar o acesso ao emprego e contribuir para que as mulheres superem situações de vulnerabilidade, principalmente a violência patrimonial”, afirmou.

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Eliane Cristina de Souza, moradora do Pedra 90, compareceu ao feirão após indicação de uma amiga. “Fui muito bem atendida. Estou há seis meses sem trabalho, e aqui tive a chance de deixar meu currículo. Saio esperançosa”, relatou. Já Maria Madalena, também moradora do bairro, buscava uma vaga como técnica de enfermagem. “Me formei no ano passado e quero muito atuar na área da saúde. Agora é torcer para ser chamada”, contou.

O atendimento no feirão de empregos foi feito de forma personalizada. As candidatas preencheram fichas com preferências e horários disponíveis. Em seguida, foram triadas para as vagas compatíveis e tiveram os currículos encaminhados às empresas. No local, o Sine Municipal também disponibilizou mais de 300 vagas de emprego, abrangendo diversas áreas e destinadas a homens e mulheres.

A ação no CRAS Pedra 90 conta com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), da Secretaria de Agricultura e Trabalho, do Sine Municipal, do Shopping Estação, do Grupo Pereira, do Grupo Solar Coca-Cola, da ACCuiabá (Associação Comercial de Cuiabá), da Infinity Assessoria Empresarial, do Grupo Moveup, do Shopping Pantanal, Moda Verão, Lojas Gazin Pedra 90, Instituto Visão Solidária, Tonon, Grande RH e Fleck Assessoria/RH.

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#PraCegoVer

A foto mostra mulheres sendo atendidas no 3º Feirão de Empregos realizado no CRAS Pedra 90.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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