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Fitch Reitera Manutenção da Classificação de Crédito do Brasil, Destacando Risco Fiscal

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A agência de classificação de risco Fitch reafirma que não elevará a nota de crédito do Brasil no curto prazo, citando incertezas quanto à capacidade do país de melhorar substancialmente suas contas públicas, mesmo diante de um crescimento econômico superior ao esperado. A classificação atual do Brasil é de BB, com perspectiva estável, posicionando-se dois níveis abaixo do grau de investimento.

Todd Martinez, codiretor de riscos soberanos das Américas da Fitch, comentou à Reuters que a perspectiva conservadora da agência se contrasta com a recente elevação na nota da Moody’s, que ajustou a classificação do Brasil para apenas um nível abaixo do grau de investimento, indicando um voto de confiança no país, que perdeu esse status há quase uma década.

Martinez destacou que a atividade econômica brasileira continua a surpreender positivamente, com economistas projetando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3% para 2024. Ele também elogiou os esforços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em melhorar a situação fiscal, incluindo alterações nas regras tributárias e um acordo recente que visa reverter as isenções da folha de pagamentos.

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Apesar dessas iniciativas, a Fitch projeta que o déficit primário subirá para 1,0% do PIB em 2025, em comparação a 0,6% neste ano, antes de diminuir para 0,8% em 2026. Com base nas expectativas atuais da agência sobre crescimento e taxas de juros, isso resultaria em um aumento na relação entre dívida bruta e PIB, que deve passar de 77,8% neste ano para 83,9% até 2026.

De forma semelhante, a agência Standard & Poor’s também mantém o Brasil com uma classificação BB e perspectiva estável, dois níveis abaixo do grau de investimento. O governo de Lula, por sua vez, ambiciona recuperar esse status perdido em 2015. No final de setembro, o presidente se reuniu em Nova York com representantes das três principais agências de classificação de risco para discutir a nota de crédito do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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