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Fiscais do Mapa retornam a Herculândia e encontram novas irregularidades em viveiros de mudas

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Após dois anos de uma ação fiscal conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) do governo estadual em viveiros de mudas de Herculândia, região de Tupã (SP), uma nova fiscalização foi realizada nesta segunda metade do ano. A operação resultou na apreensão de 19.576 mudas e na constatação de irregularidades, apesar de orientações anteriores aos produtores locais.

Durante a fiscalização, foram visitados produtores e comerciantes de mudas, sendo lavrados três autos de infração. A documentação apresentada pelos estabelecimentos foi analisada na regional do Mapa em Marília, revelando novos problemas e resultando em mais autos de infração para viveiros nos Estados de São Paulo e Paraíba.

Positiva ausência de mudas de citrus, mas irregularidades persistem

Um aspecto positivo identificado durante a fiscalização foi a ausência de mudas de citrus nos viveiros. O plantio de mudas saudáveis e legalmente produzidas é uma medida crucial para o controle de doenças como o greening, que afeta as plantas cítricas e tem gerado grandes preocupações no setor produtivo. O greening é uma doença transmitida por bactéria que, até o momento, não tem cura e tem afetado severamente as áreas produtoras no país.

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Apesar da boa notícia em relação às mudas de citrus, a fiscalização encontrou outras irregularidades, principalmente na documentação e na origem das mudas, o que gerou novas infrações. Essas ações fiscais fazem parte de um esforço contínuo do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (Sisv-SP), em parceria com as regionais do Mapa, para melhorar a regularização da produção de mudas no Estado de São Paulo. O trabalho também inclui a realização de workshops, reuniões e treinamentos para os responsáveis técnicos das propriedades.

Herculândia: um polo de produção de mudas, mas com desafios em conformidade legal

O município de Herculândia é conhecido por abrigar uma grande quantidade de viveiros de mudas, especializados na produção de espécies ornamentais, florestais e frutíferas. Embora seja um importante polo produtor, o índice de conformidade com a legislação de produção e comercialização de mudas ainda é baixo. Em julho de 2022, uma fiscalização conjunta entre o Mapa e o governo estadual precisou de apoio policial devido a ameaças feitas aos fiscais, o que resultou no reforço das ações de orientação para os produtores.

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Desafios para a regularização dos viveiros

Para manter um viveiro regularizado, os produtores de mudas devem estar inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) e registrar a produção de mudas junto ao Mapa, com envio periódico de relatórios. Atualmente, há 1.089 produtores cadastrados no sistema, mas apenas 349 deles estão cumprindo regularmente as exigências de inscrição. O restante pode estar com sua atividade irregular ou não em operação.

Este ano, o Mapa em São Paulo fiscalizou 43 estabelecimentos, alguns mais de uma vez, e suspendeu 337.831 mudas de quatro viveiros. As fiscalizações, que incluem visitas aos viveiros e análise da documentação, são essenciais para garantir a qualidade das mudas, que são um insumo fundamental para a agricultura e a segurança alimentar do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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