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Fintech do leite já disponibilizou mais de 200 operações de crédito para pequenos e médios produtores de leite de laticínio catarinense

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Com os diversos desafios que o setor leiteiro tem vivido nos últimos tempos, é fato que só permanecerá na atividade o produtor que estiver efetivamente preparado – e não somente do ponto de vista técnico e operacional, mas também em estrutura de capital. É com esse pensamento que o CFO da UltraCheese, companhia detentora das marcas Cruzília, Itacolomy, Lac Lélo e Búfalo Dourado, Adriano Doré, buscou o suporte da fintech RúmiCash para facilitar o acesso ao crédito dos seus fornecedores e fomentar a produção nacional de leite.

Desenvolvida pela Rúmina, empresa que tem o objetivo de simplificar a adoção de tecnologias pelos produtores, a fintech é voltada exclusivamente para a cadeia leiteira e disponibiliza, em até 24 horas, linhas de crédito e antecipações de pagamentos. Por meio dessas facilidades, já realizou, dentro da UltraCheese, mais de 200 operações, viabilizando cerca de R$6 milhões aos produtores de leite que fornecem ao laticínio, em sua maioria, de pequeno porte.

“De forma simples e rápida, a RúmiCash possibilita aos pecuaristas o acesso ao crédito direto e ao crédito com propósito, direcionado para a compra de insumos e animais, tudo feito pelo WhatsApp. Analisamos as características operacionais das fazendas, os indicadores de qualidade de leite e estimulamos a melhoria do produto final. Por meio desse apoio, contribuímos para uma melhor qualidade produtiva e eficiência das propriedades”, destaca a Head da RúmiCash, Gabriela Borlido.

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De acordo com Adriano Doré, a parceria com a fintech vem ao encontro da missão da empresa em promover as mudanças necessárias para o crescimento da atividade leiteira e fortalecimento do setor no País.

“Está em nosso DNA auxiliar o produtor. Muito além da compra e venda de leite, buscamos criar uma relação de crescimento em que o produtor e a sociedade se desenvolvam. Para isso, entendemos que, quando o pecuarista é mais amparado e pode se preparar melhor, existe uma grande chance de que ele consiga se manter na atividade e crescer”, explica Doré.

A empresa possui aproximadamente 700 produtores de leite provenientes de Minas Gerais e Santa Catarina como fornecedores e, desde o ano passado, realiza um mapeamento de todos eles com o objetivo de verificar os níveis de sucessão de cada um e identificar os desejos de melhorias e de expansão dos negócios, com o objetivo de fomentar e subsidiar novos investimentos em suas propriedades.

Para continuar esse trabalho de desenvolvimento das propriedades, que em sua maioria são de pequeno porte, e dar andamento a outros projetos previstos, o CFO da UltraCheese acrescenta que é primordial ter bons parceiros, como a RúmiCash, e prevê o crescimento dessa relação ao longo dos anos.

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Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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