AGRONEGÓCIO

FGV Agro pede desbloqueio de orçamento para o Seguro Rural e alerta para riscos na safra

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O Observatório do Seguro Rural, vinculado ao Centro de Estudos de Agronegócios da FGV Agro, encaminhou nesta semana ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a entidades representativas do agronegócio brasileiro, solicitando apoio para a recomposição do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Bloqueio de recursos compromete apoio ao produtor em momento crítico

Atualmente, o PSR enfrenta um bloqueio de R$ 445 milhões, o que representa 42% da verba anual destinada ao programa. Essa limitação orçamentária ocorre justamente no período de maior demanda por seguro agrícola: a safra de verão. Com a recente redução no contingenciamento fiscal do governo federal, o setor vê uma oportunidade para o desbloqueio integral dos recursos, considerado essencial para a continuidade desta política pública estratégica.

Seguro rural é essencial para sustentabilidade e mitigação de riscos climáticos

O PSR tem papel central na mitigação de riscos climáticos no campo, contribuindo diretamente para a sustentabilidade econômica do setor agropecuário. Alterações recentes no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ampliaram ainda mais a procura pelo seguro rural com subvenção federal, aumentando a pressão sobre o orçamento já comprometido.

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Área segurada no Brasil caiu 50% desde 2021

Segundo o Observatório, desde 2021 houve uma redução de aproximadamente 50% na área segurada no Brasil. Para que o país volte a atingir os patamares anteriores de cobertura — cerca de 14 milhões de hectares —, seria necessário um orçamento mínimo de R$ 2,1 bilhões.

FGV Agro reforça importância de articulação entre governo e setor privado

O Observatório do Seguro Rural destacou seu compromisso técnico com o tema, colocando-se à disposição para contribuir com dados e estudos que fundamentem o debate. A instituição também defende a articulação entre o governo e o setor privado como fundamental para garantir previsibilidade, eficácia e segurança na gestão de riscos agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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