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Fevereiro favorece mercado interno de algodão com sequência de altas e menor oferta

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O mês de fevereiro demonstrou ser promissor para o mercado interno de algodão. O período de entressafra influenciou na redução da oferta, permitindo que os produtores elevassem os preços de venda. Simultaneamente, os compradores atuaram conforme a necessidade. Adicionalmente, a sequência de altas na Bolsa de Nova York também impactou positivamente nas cotações internas, conforme relatório da Safras Consultoria.

No encerramento do dia 28, o contrato maio/24 na ICE US para o algodão estava cotado a 101,08 centavos de dólar por libra-peso. Comparativamente à semana anterior, quando era de 85,63 centavos de dólar por libra-peso, e ao mesmo período de janeiro, que registrava 91,19 centavos de dólar por libra-peso, houve uma significativa valorização.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, a fibra encerrou o mesmo dia cotada a US$ 84,16 centavos por libra-peso. Em relação ao contrato de maior liquidez (maio/24) negociado na Ice Futures US, o prêmio pelo produto brasileiro permaneceu competitivo, indicado em -16,92 centavos por libra-peso. Há uma semana, era -10,01 centavos por libra-peso, e há um mês, -6,24 centavos por libra-peso.

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Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o valor da pluma atingiu R$ 4,12 por libra-peso, representando uma alta de 3,92% em relação à quarta-feira da semana anterior (21). No mês passado, a pluma era indicada a R$ 3,80 por libra-peso, uma valorização de 8,42%.

Na indicação CIF do polo industrial paulista, o valor ficou em torno de R$ 4,32 por libra-peso sem ICMS no dia 28. Comparado à semana anterior, quando era de R$ 4,20 por libra-peso, houve um aumento de 2,86%. No mesmo período de janeiro/24, estava em R$ 4,03 por libra-peso, indicando uma elevação de 7,20%.

Quanto ao preço do caroço de algodão em Mato Grosso, após a queda em 2023, observou-se uma trajetória ascendente nas últimas semanas. A parcial do preço médio de fevereiro/24 está em R$ 675,24 por tonelada, 8,55% acima do registrado no mesmo período de janeiro/24, que foi de R$ 622,24 por tonelada.

A entressafra do algodão, limitando a oferta da pluma, levou os produtores a aumentarem seus preços de venda, atendendo à demanda dos compradores e impulsionando os preços do caroço. Além disso, com 20,58% do caroço da safra 2022/23 ainda disponível para comercialização, o menor estoque também influencia nos preços praticados no estado, de acordo com informações do Imea. O comportamento dos preços permanece como ponto de atenção até a colheita do algodão da safra 2023/24, com a entrada da nova produção no mercado prevista para reduzir os preços devido à maior oferta.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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