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Fertilizantes: esclarecendo mitos e verdades para uma agricultura sustentável

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Papel fundamental dos fertilizantes na agricultura

Os fertilizantes são essenciais para garantir a produtividade agrícola ao fornecer ao solo os nutrientes necessários para o desenvolvimento das culturas. Apesar da importância, ainda circulam muitos equívocos sobre seu uso. Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, esclarece os principais mitos e verdades que envolvem esses insumos, fundamentais para a produção global de alimentos.

Fertilizantes e agrotóxicos não são a mesma coisa

Mito: Fertilizantes e agrotóxicos são frequentemente confundidos, mas têm funções distintas. Os fertilizantes, orgânicos ou inorgânicos, nutrem as plantas, enquanto os agrotóxicos, também chamados defensivos agrícolas, têm papel de proteger as culturas contra pragas e doenças, sendo compostos principalmente químicos.

Fertilizantes e adubos têm o mesmo objetivo

Verdade: Ambos servem para nutrir as plantas, porém apresentam diferenças na composição. Fertilizantes inorgânicos possuem formulações precisas de nutrientes, recomendados para corrigir deficiências em solos pobres. Já os adubos podem ter composição variável, dependendo da origem orgânica ou inorgânica.

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Fertilizantes orgânicos não são sempre melhores que os inorgânicos

Mito: Não existe um fertilizante “melhor”, mas o mais adequado para as necessidades da planta. A fertilização orgânica melhora a biodiversidade do solo e a retenção de água e nutrientes, enquanto a inorgânica oferece altas concentrações de nutrientes, facilitando o transporte e aplicação.

Excesso de fertilizantes prejudica as lavouras

Verdade: O uso excessivo de nutrientes pode causar desequilíbrios, com efeitos negativos para as plantas, pois a absorção excessiva de um nutriente pode bloquear a absorção de outro, prejudicando o desenvolvimento da cultura.

Fertilizantes não são prejudiciais ao meio ambiente quando usados corretamente

Mito: Problemas ambientais relacionados a fertilizantes ocorrem somente quando há uso inadequado. Seguir os princípios dos 4Cs — fonte certa, dose certa, hora certa e local certo — garante que os fertilizantes cumpram seu papel sem causar danos ambientais.

Fertilizantes não fazem mal à saúde humana

Mito: Os nutrientes presentes nos fertilizantes são os mesmos que compõem plantas, animais e seres humanos. Por exemplo, o nitrogênio é essencial para proteínas nos músculos humanos, e o fósforo compõe ossos e dentes. Portanto, o uso correto de fertilizantes não representa risco à saúde.

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Fertilizar com responsabilidade é chave para uma agricultura produtiva, sustentável e segura para o meio ambiente e a população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio brasileiro pode ampliar liderança global com proteína animal, tecnologia e biocombustíveis, afirma presidente da ABAG

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O agronegócio brasileiro reúne condições únicas para ampliar sua participação no mercado internacional de alimentos, proteínas e energia renovável. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ingo Plöger, durante o Veja Fórum Agro 2026, realizado nesta segunda-feira (16), em São Paulo.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, novas barreiras comerciais e crescente preocupação com a segurança alimentar, Plöger destacou que o Brasil possui vantagens competitivas relevantes para atender à demanda mundial por alimentos de forma eficiente e sustentável.

Segundo ele, a capacidade de integrar diferentes etapas da cadeia produtiva permite ao país atender consumidores de diversos mercados com produtos adaptados às mais variadas exigências.

Brasil se consolida como fornecedor estratégico de alimentos e proteínas

Durante o painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, que reuniu representantes do setor público, pesquisadores e lideranças do agronegócio, o presidente da ABAG ressaltou que poucos países possuem a mesma capacidade brasileira de produzir alimentos em larga escala, com diversidade e competitividade.

Para Plöger, a combinação entre produtividade, tecnologia e eficiência logística coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar sua presença no comércio internacional, especialmente em segmentos ligados à proteína animal.

O executivo destacou ainda que a crescente demanda global por alimentos reforça a importância estratégica do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar mundial.

Internacionalização da tecnologia agrícola é próxima fronteira

Além da exportação de commodities agrícolas, Plöger defendeu que o Brasil avance na exportação de conhecimento e inovação desenvolvidos para a agricultura tropical.

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Na avaliação do dirigente, um dos próximos passos estratégicos para o país será ampliar a atuação internacional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), levando tecnologias adaptadas às condições tropicais para outras regiões do mundo.

A África foi apontada como um dos mercados com maior potencial para receber cooperação técnica e transferência de conhecimento brasileiro, em função de suas características climáticas e de seu potencial de expansão produtiva.

Segundo o presidente da ABAG, a experiência acumulada pelo Brasil ao longo das últimas décadas na transformação de áreas tropicais em regiões altamente produtivas representa um diferencial competitivo que pode gerar novas oportunidades econômicas e diplomáticas.

Produção de alimentos e biocombustíveis caminham juntas

Outro destaque da participação de Plöger foi a defesa do modelo brasileiro de integração entre produção de alimentos, proteína animal e biocombustíveis.

O executivo argumentou que a experiência brasileira demonstra ser possível ampliar a produção de energia renovável sem comprometer a oferta de alimentos. Pelo contrário, os sistemas produtivos adotados no país permitem ganhos de eficiência e aproveitamento de coprodutos.

O milho foi citado como exemplo dessa integração, uma vez que a cultura abastece simultaneamente a indústria de etanol, a produção de proteína animal e diversos segmentos da cadeia alimentar.

De acordo com Plöger, essa característica diferencia o Brasil em debates internacionais sobre sustentabilidade e transição energética, especialmente diante das discussões sobre redução das emissões de carbono.

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Agro impulsiona desenvolvimento regional e geração de oportunidades

Ao abordar os impactos econômicos e sociais do setor, o presidente da ABAG ressaltou que o agronegócio tem desempenhado papel fundamental na geração de renda, empregos e oportunidades em diferentes regiões do país.

Segundo ele, estados e municípios com forte dinamismo agropecuário vêm registrando crescimento econômico, atração de mão de obra qualificada e fortalecimento de pequenos e médios empreendimentos.

O executivo destacou ainda que grande parte da população brasileira vive em cidades de médio porte diretamente conectadas às cadeias produtivas do agronegócio, reforçando a importância do setor para o desenvolvimento regional.

Visão estratégica para as próximas décadas

Para a ABAG, o fortalecimento da competitividade, da inovação e do empreendedorismo será determinante para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro nas próximas décadas.

Plöger afirmou que o setor deve ser tratado como uma política de Estado, dada sua relevância para a economia nacional, para a geração de empregos e para a inserção do Brasil no comércio internacional.

Na avaliação do dirigente, o agronegócio continuará sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do país, consolidando sua posição estratégica tanto para o mercado interno quanto para a segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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