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Soja inicia setembro com preços estáveis no Brasil, queda em Chicago e novas pressões logísticas

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Preços da soja no mercado interno brasileiro

O mês de setembro começou com poucas movimentações no mercado da soja em diferentes estados do país. No Rio Grande do Sul, os negócios seguem parados, segundo dados da TF Agroeconômica. Nos portos, as indicações de preços para entrega entre agosto e setembro ficaram em R$ 140,00 por saca, enquanto no interior houve desvalorização. Em Cruz Alta, o preço caiu para R$ 135,20 (-0,59%), em Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz para R$ 134,00 (-1,47%) e em Panambi a saca foi negociada a R$ 123,00.

Em Santa Catarina, os preços se mantêm estáveis, mas o déficit de armazenagem preocupa. A safra 2024/25 foi recorde, ultrapassando a capacidade de estocagem em mais de 800 mil toneladas, o que levou produtores a recorrerem a silos-bolsa. O estado tem substituído parte da área de milho pela soja, devido à maior resiliência da oleaginosa a estiagens curtas e ao menor custo de produção. No porto de São Francisco, a cotação é de R$ 142,84 por saca.

Já no Paraná, o destaque é o fim do vazio sanitário na Região 2, que libera o início do plantio a partir de setembro. Nos preços, Paranaguá registrou R$ 142,88 por saca, Cascavel R$ 127,76, Maringá R$ 134,50, Ponta Grossa R$ 135,50 FOB (no balcão, R$ 118,00) e Pato Branco R$ 139,65.

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No Mato Grosso do Sul, os preços se mantêm firmes: Dourados (R$ 123,30), Campo Grande (R$ 124,88), Maracaju (R$ 123,42), Chapadão do Sul (R$ 124,00) e Sidrolândia (R$ 123,91). No Mato Grosso, a dificuldade continua sendo a armazenagem, com cotações variando de R$ 118,00 em Nova Mutum a R$ 127,80 em Rondonópolis.

Queda nas cotações da soja em Chicago

O mercado internacional retomou operações após o feriado nos Estados Unidos em queda. Na manhã desta terça-feira (2), os contratos de novembro recuavam para US$ 10,46 e os de janeiro para US$ 10,64 por bushel, com perdas entre 6,75 e 8 pontos na Bolsa de Chicago.

A ausência de novos fatores de alta se deve à conclusão da colheita da safra norte-americana e à falta de compras significativas por parte da China. Apesar de avanços no comércio, as relações políticas e diplomáticas entre Washington e Pequim seguem fragilizadas, o que limita a demanda.

Além disso, traders já voltam suas atenções para o início do plantio no Brasil, que avança em ritmo inicial e com condições climáticas favoráveis. Caso a semeadura ocorra de forma antecipada em relação ao ano passado, o movimento pode pressionar ainda mais os preços internacionais.

Logística global e impacto nos fretes de grãos

Outro fator de atenção no mercado é a possível entrada em vigor de novas regras do Departamento de Comércio dos EUA, que devem impactar o transporte marítimo internacional. Segundo análise da Grão Direto, navios de fabricação, propriedade ou financiamento chinês poderão pagar taxas adicionais para atracar em portos americanos, encarecendo os fretes e reduzindo a competitividade dessas embarcações em relação a outras origens.

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Embora a medida ainda não seja lei, o setor já se prepara para os possíveis impactos, especialmente sobre as exportações de grãos e a participação da China no mercado norte-americano.

Cenário econômico e perspectivas para a safra

Nos EUA, os dados de emprego de agosto, em especial o payroll, devem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Já no Brasil, o mercado acompanha indicadores como o PIB do segundo trimestre e a produção industrial, que refletem os efeitos dos juros elevados sobre a economia.

Quanto ao clima, especialistas apontam que, para a safra 2025/26, setembro deve registrar chuvas irregulares nas áreas centrais, mas com aumento de consistência na segunda quinzena. Em outubro, o regime úmido tende a se consolidar, favorecendo o plantio da soja em ritmo normal. O principal risco segue sendo a má distribuição das precipitações e tempestades localizadas.

Segundo levantamento da Grão Direto, a expectativa é de uma semana de baixa volatilidade no mercado, com os prêmios sustentando os preços da soja no Brasil, mesmo diante das pressões externas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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