AGRONEGÓCIO
Fertilizantes em alta: conflito geopolítico pressiona custos e preocupa agronegócio brasileiro
Publicado em
18 de maio de 2026por
Da Redação
O mercado global de fertilizantes segue em forte tensão diante do agravamento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e das incertezas relacionadas à oferta internacional. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de custos elevados e maior pressão sobre as margens do produtor rural brasileiro.
Segundo o levantamento, os fertilizantes permanecem entre os principais fatores de atenção para o agronegócio, especialmente diante da dependência brasileira das importações de nitrogenados e fosfatados. O ambiente internacional mais instável tem elevado os preços e aumentado a cautela nas negociações para a próxima safra.
Conflito no Oriente Médio mantém pressão sobre os preços
De acordo com o relatório, o cenário geopolítico continua sendo determinante para o comportamento do mercado global de fertilizantes. O conflito no Oriente Médio impacta diretamente os custos de produção, principalmente devido à relevância da região no fornecimento de insumos agrícolas e energia.
A consultoria destaca que a valorização do petróleo também contribui para sustentar os preços internacionais, pressionando toda a cadeia produtiva agrícola.
Além disso, o documento alerta que os custos mais elevados deterioram a relação de troca para os produtores, reduzindo o poder de compra e aumentando a necessidade de gestão financeira mais eficiente nas propriedades rurais.
Produtores adotam postura mais cautelosa nas compras
O Agro Mensal aponta que o ritmo de comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 segue abaixo da média histórica no Brasil.
Até o fechamento de abril, as vendas alcançavam 54% do total projetado, enquanto a média dos últimos cinco anos era de 61%. Estados como Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram avanço nas compras, enquanto Rio Grande do Sul e parte da região Sudeste seguem mais atrasados nas negociações.
Segundo a análise, o comportamento reflete a cautela dos produtores diante:
- da volatilidade dos preços;
- da incerteza cambial;
- dos custos elevados dos insumos;
- e das margens mais apertadas em diversas culturas.
Alta dos fertilizantes preocupa culturas de inverno e safra de verão
O relatório do Itaú BBA destaca que culturas como trigo e milho já sentem os impactos do encarecimento dos fertilizantes.
No trigo, por exemplo, o ambiente de custos pressionados tende a limitar investimentos na safra 2026/27, aumentando o risco de menor uso de tecnologia e possível impacto na produtividade.
No milho, a consultoria também chama atenção para os riscos futuros relacionados aos custos da produção, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior sensibilidade do mercado climático.
Agronegócio deve manter foco em gestão de risco
Diante do cenário internacional instável, o relatório reforça a necessidade de planejamento estratégico no campo. A recomendação é que produtores mantenham atenção à gestão de custos, à proteção de margens e às oportunidades de compra em momentos de menor volatilidade.
Apesar das incertezas, a consultoria avalia que o mercado agrícola brasileiro segue sustentado pela demanda global por alimentos e pela forte competitividade do país em importantes cadeias do agronegócio.
Ainda assim, o comportamento dos fertilizantes continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre os custos de produção e a rentabilidade das próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico e somam US$ 16,6 bilhões em abril
Published
3 minutos agoon
18 de maio de 2026By
Da Redação
O agronegócio brasileiro registrou novo recorde nas exportações em abril de 2026. As vendas externas do setor somaram US$ 16,65 bilhões, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça a força do agro brasileiro no comércio internacional. O setor respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.
No acumulado de janeiro a abril, o agronegócio alcançou US$ 54,6 bilhões em exportações, estabelecendo também recorde histórico para o primeiro quadrimestre.
Volume exportado cresce e superávit do agro chega a US$ 15 bilhões
Além do avanço em receita, o volume exportado pelo agronegócio brasileiro aumentou 9,5% na comparação anual. O preço médio dos produtos embarcados também apresentou alta de 2,1%.
As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,62 bilhão em abril, recuo de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o setor fechou o mês com superávit comercial de aproximadamente US$ 15 bilhões.
O desempenho ocorre em um cenário internacional marcado pela valorização da segurança sanitária, da regularidade no fornecimento e da capacidade de entrega, fatores que fortalecem a competitividade do Brasil nos mercados globais.
China lidera compras do agro brasileiro
A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor.
O volume representa crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025.
A União Europeia apareceu na segunda posição, com US$ 2,36 bilhões em compras e participação de 14%, avanço de 8,7% na comparação anual.
Os Estados Unidos ocuparam a terceira colocação, com US$ 1 bilhão exportado, apesar da queda de 16,8% em relação a abril do ano passado.
Soja lidera exportações e bate recorde de volume embarcado
A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas chegaram a US$ 6,9 bilhões em abril, crescimento de 18,8% sobre 2025.
O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, alta de 9,7% e recorde histórico para meses de abril.
O resultado acompanha a safra recorde de soja do ciclo 2025/2026, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento, além da valorização de 8,4% no preço médio da commodity.
Carne bovina brasileira alcança desempenho histórico
A carne bovina in natura também apresentou resultado histórico nas exportações brasileiras.
As vendas externas somaram US$ 1,6 bilhão em abril, crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2025. O volume exportado atingiu 252 mil toneladas, avanço de 4,3%.
Tanto a receita quanto o volume embarcado foram recordes para o mês de abril.
A China continuou sendo o principal mercado comprador da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 877,4 milhões em aquisições, equivalente a 55,8% das exportações do produto.
Complexo soja, proteínas animais e celulose impulsionam resultado
Entre os segmentos com maior destaque nas exportações do agro brasileiro em abril estão:
- Complexo soja: US$ 8,1 bilhões, alta de 20,4%;
- Proteínas animais: US$ 3 bilhões, crescimento de 18%;
- Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão, avanço de 8,6%;
- Café: US$ 1,2 bilhão, apesar de retração de 12,1%.
O algodão também registrou recorde histórico em valor e volume exportado, enquanto a celulose alcançou US$ 854,7 milhões em embarques, crescimento de 16%.
Outro destaque foi o farelo de soja, que atingiu 2,4 milhões de toneladas exportadas, avanço de 12,7%.
Produtos diferenciados ampliam espaço no comércio exterior
Além das commodities tradicionais, produtos considerados de nicho também ganharam espaço na pauta exportadora brasileira.
Entre os destaques estão pimenta piper seca, óleo essencial de laranja, rações para animais domésticos, sebo bovino, manga e abacate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.
A fruticultura brasileira também ampliou participação internacional. Desde 2023, o Brasil abriu 34 novas oportunidades de exportação para frutas.
Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de vendas externas.
Governo destaca abertura de mercados e força do agro brasileiro
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o desempenho reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico no comércio internacional.
Segundo ele, o avanço das exportações é resultado da combinação entre capacidade produtiva, abertura de mercados e atuação internacional do país.
Já o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o resultado fortalece a geração de renda, empregos e investimentos em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.
“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. O resultado nasce do trabalho dos produtores, cooperativas, agroindústria, exportadores e de uma atuação próxima do setor produtivo”, afirmou o ministro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico e somam US$ 16,6 bilhões em abril
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