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Fenovinos 2025 contará com 588 ovinos em julgamento nas pistas de Vacaria

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Evento em Vacaria será palco de avaliação da evolução genética da ovinocultura brasileira

A 37ª Feira Nacional Rotativa de Ovinos (Fenovinos), um dos maiores eventos do setor, acontecerá entre os dias 30 de abril e 4 de maio, no Parque de Exposições Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria (RS), município dos Campos de Cima da Serra. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco), em parceria com o Sindicato Rural de Vacaria e a prefeitura local, a feira contará com 588 exemplares de 14 raças ovinas, incluindo cinco variedades naturalmente coloridas.

O evento terá como um de seus momentos mais aguardados os julgamentos realizados por 11 jurados, que avaliarão os animais com base em critérios como conformação de carne, qualidade da lã e características genéticas de cada raça. A Fenovinos tem como objetivo destacar a evolução da ovinocultura brasileira, abrangendo raças voltadas para a produção de carne, lã e leite.

Julgamentos serão fundamentais para o avanço da genética ovina

Para Edemundo Gressler, presidente da Arco, o julgamento de classificação é o ponto alto da exposição. “Essa tarefa é fundamental, pois é nesse momento que os jurados avaliam com precisão as raças, analisando padrões raciais, conformação de carne e a qualidade da lã”, explica. Gressler será um dos jurados nas raças Dohne Merino e Corriedale, destacando-se pela atenção especial às características da carne e da lã. O julgamento, segundo ele, leva em consideração a avaliação do animal de cabeça a cauda, observando o arqueamento de costela, a profundidade de quarto, os aprumos (a forma como o animal caminha), além da homogeneidade da lã em toda a área corporal.

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Jurados de renome contribuirão para o sucesso do evento

Gressler também ressaltou que os jurados que atuarão na Fenovinos foram cuidadosamente selecionados pelo Sindicato Rural de Vacaria, em colaboração com as associações promocionais de raça. “Os jurados convidados são profissionais de altíssimo gabarito e com grande conhecimento técnico, muitos dos quais pertencem aos colégios de jurados das raças. Sua participação certamente enriquecerá ainda mais a qualidade do evento”, conclui.

A Fenovinos 2025 promete ser uma vitrine de evolução genética, oferecendo uma importante oportunidade para a ovinocultura brasileira se destacar no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro supera queda de volume e fatura R$ 6,39 bilhões com exportações em junho

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O agronegócio do Rio Grande do Sul mostrou maturidade de mercado em junho de 2026. Mesmo enfrentando uma queda de 2,2% no volume físico embarcado — que baixou para 1,76 milhão de toneladas —, o setor entregou um resultado financeiro robusto, alcançando um faturamento de R$ 6,39 bilhões (US$ 1,24 bilhão). O resultado representa uma alta de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

O dado revela uma mudança estratégica no campo gaúcho: a pauta exportadora está se tornando mais valiosa. O Estado tem priorizado o envio de produtos com maior valor agregado, aproveitando janelas de preços mais favoráveis em vez de depender apenas da venda de grandes volumes a preços baixos. O setor respondeu por quase 69% de todas as exportações gaúchas no mês, sustentando a economia regional mesmo com oscilações logísticas.

O que impulsionou o faturamento

O avanço na receita foi sustentado por três pilares fundamentais para o produtor:

  • Complexo Soja: A oleaginosa continua sendo o carro-chefe. O crescimento de 15,2% no valor exportado (com alta de 18,8% apenas nos grãos) mostra que a demanda internacional segue aquecida e pagando pela qualidade do produto gaúcho. O farelo também contribuiu significativamente para o saldo final.

  • Proteínas Animais: O setor viveu um junho de recuperação. A carne de frango in natura saltou 65,6% em receita, reflexo da normalização dos fluxos após as barreiras sanitárias do ano anterior. A pecuária bovina também avançou: alta de 15,3% na carne e um movimento atípico no segmento de gado vivo, que disparou 1.567% em valor, impulsionado pela reabertura do mercado turco.

  • Arroz: O setor provou a força da diversificação. Com aumento de 17,4% na receita, o arroz gaúcho conquistou novos espaços na América Central, Caribe e África, reduzindo a dependência de compradores tradicionais e garantindo maior liquidez aos produtores e tradings.

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O que recuou e por quê

Segmentos como celulose, fumo e carne suína registraram queda. No entanto, para o setor de celulose e madeira, analistas da Farsul indicam que o recuo é técnico: a base de comparação com junho de 2025 estava muito alta, com embarques extraordinários que não se repetiram na mesma intensidade este ano. Trata-se, portanto, de um ajuste de cronograma, não de perda de mercado.

Estratégia de risco: pulverização de mercados

Embora a China continue sendo a principal parceira, absorvendo 30,2% do que o agro gaúcho exporta, a lista de compradores está cada vez mais diversificada. Estados Unidos, Turquia, Bélgica, Coreia do Sul e Índia completam a lista de principais destinos. Essa pulverização é a melhor estratégia de mitigação de risco para o produtor, que fica menos exposto às turbulências econômicas de um único parceiro comercial.

Primeiro semestre: R$ 35,23 bilhões acumulados

O balanço de junho ajuda a explicar o desempenho robusto do primeiro semestre de 2026. No acumulado do ano, o agro gaúcho já soma R$ 35,23 bilhões (US$ 6,84 bilhões) em vendas externas, um crescimento de 8,3% frente ao mesmo período de 2025.

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O cenário é claro: o Rio Grande do Sul está sendo mais eficiente. O setor está vendendo produtos de maior valor e acessando mercados mais variados, o que garante a competitividade da porteira para fora, mesmo quando desafios climáticos e logísticos limitam o volume das safras.

Fonte: Pensar Agro

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