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Fenasucro & Agrocana movimenta economia regional e gera cerca de 18 mil empregos em Sertãozinho

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A 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, maior feira mundial dedicada exclusivamente à cadeia de bioenergia, será realizada entre 12 e 15 de agosto, em Sertãozinho (SP). O evento tem a expectativa de superar os R$ 10,7 bilhões em negócios gerados na edição anterior, reunindo mais de 600 marcas expositoras e cerca de três mil produtos nacionais e internacionais. Com visitantes de mais de 60 países, a feira reforça sua relevância estratégica para o setor sucroenergético e para a economia da região.

Crescimento estrutural e aumento da permanência dos visitantes

Nesta edição, a feira terá um incremento de 32% em sua estrutura, reflexo do aumento no número de expositores e da ampliação de áreas, como a FenaBio — espaço dedicado à bioeconomia. Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro, “o evento está maior, mais representativo e pronto para oferecer ainda mais oportunidades de negócios e networking, impactando diretamente diversos setores da economia regional”.

Geração de empregos e movimentação econômica

A Fenasucro & Agrocana deve gerar cerca de 18 mil empregos diretos e indiretos, abrangendo desde a montagem da infraestrutura e logística até serviços de segurança, alimentação, transporte, limpeza e entretenimento.

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O impacto econômico ultrapassa o Centro de Eventos Zanini, movimentando hotelaria, comércio, transporte, bares e restaurantes de Sertãozinho e região.

Impactos no comércio local e na hotelaria

Walceles Paulo de Mello, presidente da Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho, destaca que o evento movimenta não só a cadeia sucroenergética, mas também o comércio, o varejo e serviços locais. “A taxa de ocupação da rede hoteleira da cidade ultrapassa 90% durante o evento.” Prestadores de serviços para eventos também relatam aumento na demanda a partir da montagem da estrutura.

Setor de alimentação registra crescimento

Renato Munhoz, presidente da Abrasel Alta Mogiana, aponta que o setor de alimentação fora do lar tem aumento médio de 30% no faturamento durante os dias da feira e o período anterior. “Os estabelecimentos reforçam suas equipes com profissionais freelancers para atender à demanda crescente, especialmente aqueles alinhados ao perfil dos visitantes da feira.”

Reflexos no varejo regional

A movimentação também beneficia o varejo, principalmente em polos comerciais como o RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto. Marcos Botelho, superintendente do shopping, observa que o evento aumenta a visitação e movimenta o comércio, lazer e gastronomia. “Os participantes aproveitam para conhecer ou retornar ao shopping, um público qualificado que valoriza experiências, o que contribui para o desempenho das operações e aumento das vendas.”

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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