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Fenagra 2025 promove II Fórum de Biodiesel e Bioquerosene com foco em inovação e sustentabilidade

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A Fenagra 2025 – Feira Internacional da Agroindústria, que ocorrerá no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), será palco do II Fórum de Biodiesel e Bioquerosene: Tecnologia e Inovação, marcado para os dias 14 e 15 de maio. Considerado um dos principais encontros do setor no país, o evento será promovido pela Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) e reunirá autoridades, especialistas e lideranças empresariais para discutir os avanços e os desafios tecnológicos e regulatórios ligados aos combustíveis sustentáveis no Brasil.

Entre os temas que nortearão os debates estão a viabilidade técnica do biodiesel, a Lei do Combustível do Futuro, questões de rastreabilidade e qualidade dos combustíveis, a agenda da Nova Indústria Brasil, impactos na produção de alimentos, novas tecnologias aplicadas ao ciclo diesel, combate a fraudes no setor e o desenvolvimento de novos biocombustíveis, como HVO (óleo vegetal hidrotratado), SAF (combustível sustentável de aviação) e biocombustível marítimo.

Em sua segunda edição, o Fórum contará com aproximadamente 40 palestrantes e um público estimado de 400 participantes por dia. A proposta é consolidar o evento como um espaço estratégico de preparação para as discussões sobre sustentabilidade, especialmente em vista da COP30. “O Brasil já caminha com protagonismo na agenda de soluções energéticas sustentáveis, e o Fórum será uma oportunidade valiosa para troca de conhecimento e geração de negócios entre empresas e profissionais do setor”, afirma Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio.

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A realização do Fórum na Fenagra também reforça o papel da feira como ambiente propício à inovação e ao diálogo entre setores. “A presença da Ubrabio na Fenagra tem sido essencial. Essa parceria tem fortalecido o engajamento de expositores e atraído um público cada vez mais interessado nas temáticas do Fórum. Além disso, a Fenagra se alinha de forma natural ao setor de biocombustíveis, ao abordar pautas como sustentabilidade, inovação e tecnologia”, destaca Daniel Geraldes, diretor da Editora Stilo e organizador da Fenagra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

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O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
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Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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