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Fenagen Promebo destaca genética superior e impulsiona valorização dos animais na pecuária

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Genética de alta qualidade valoriza exemplares na Fenagen Promebo

A segunda edição da Fenagen Promebo — Feira Nacional de Genética Bovina Promebo — já começa a refletir impactos positivos no mercado pecuário, destacando animais geneticamente superiores e rigorosamente avaliados. A opinião é do presidente da Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), Joaquin Villegas, que enfatiza o caráter técnico do evento e a influência direta na valorização dos exemplares participantes.

Avaliação técnica combina dados objetivos e morfologia

De acordo com Villegas, a Fenagen Promebo é uma feira de perfil extremamente técnico, na qual todos os animais são avaliados pelo programa Promebo. Os julgamentos mesclam informações objetivas de desempenho com avaliação morfológica feita por jurados especializados em cada raça, promovendo um equilíbrio entre potencial genético e padrão racial.

“Sessenta por cento da nota dos julgamentos corresponde aos dados técnicos do Promebo, e os outros 40% à avaliação morfológica”, explica o presidente da ANC.

Valorização comprovada dos animais premiados

Essa metodologia rigorosa tem gerado resultados concretos no mercado. Na edição de 2024, praticamente todos os animais premiados foram adquiridos por centrais de inseminação, reforçando a importância da genética superior reconhecida no evento.

“Esse processo valoriza todos os animais da feira, pois são avaliados de forma criteriosa tanto no programa quanto na morfologia”, destaca Villegas.

Negócios aquecidos com leilões de alto padrão

A Fenagen Promebo também oferece oportunidades comerciais relevantes. A programação de 2025 inclui dois leilões dedicados à genética de alto padrão:

  • 3 de julho (quinta-feira), à noite: Leilão Só Angus, com participação de quatro cabanhas de Santa Vitória do Palmar (RS).
  • 4 de julho (sexta-feira): Leilão multirraças exclusivo de fêmeas, aberto somente a animais classificados no Top 30% do Promebo.
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Otimismo em meio a desafios do setor agropecuário

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário, Villegas mantém uma visão positiva sobre o desempenho da Fenagen Promebo.

“É um ano desafiador, mas a expectativa é boa. Animais geneticamente superiores continuam sendo procurados e valorizados. A liquidez para genética de qualidade segue firme, especialmente quando os dados técnicos confirmam a excelência dos reprodutores e matrizes”, afirma.

Evento acontece de 2 a 5 de julho em Pelotas (RS)

A Fenagen Promebo será realizada entre os dias 2 e 5 de julho, na Associação Rural de Pelotas, Rio Grande do Sul, reunindo criadores, especialistas e investidores em genética bovina para fortalecer a pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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