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Fenagen Promebo 2025 reúne julgamentos de animais e debates sobre genética bovina

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A segunda edição da Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen Promebo), promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), já tem sua programação definida. O evento ocorrerá entre os dias 2 e 5 de julho, nas dependências da Associação Rural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e contará com atividades semelhantes às realizadas na edição anterior, como palestras técnicas, fóruns e julgamentos de bovinos.

De acordo com a superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, uma das organizadoras da programação, a feira será aberta com o “Fórum Promebo na Prática”, que nesta edição abordará a produção de carne bovina. A proposta é aprofundar discussões sobre a influência do melhoramento genético na eficiência da produção de carne, por meio de palestras técnicas voltadas ao tema.

Silvia também antecipou uma mudança nos critérios dos julgamentos de bovinos para este ano. Em 2024, a avaliação dos animais atribuía 70% de peso ao desempenho genotípico e 30% ao fenotípico. Atendendo à solicitação dos próprios expositores e buscando um equilíbrio mais justo entre genética e conformação física, a edição de 2025 adotará a proporção de 60% para desempenho genotípico e 40% para fenotípico.

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As avaliações acontecerão em três dias: no dia 3 de julho serão julgadas as raças Angus e Ultra Black; no dia 4, Brangus, Charolês e Devon; e, no dia 5, será a vez das raças Hereford e Braford.

A parte teórica da Fenagen Promebo será conduzida pela consultoria Foco Pampeano Técnica Agropecuária, especializada em soluções tecnológicas para o setor agropecuário, com o respaldo técnico e institucional da ANC. Além da programação técnica, Silvia destaca que estão previstas atividades culturais no fim de cada tarde, proporcionando momentos de integração e lazer aos participantes do evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terminação Intensiva a Pasto avança no Brasil e eleva produtividade da pecuária sem ampliar áreas de pastagem

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A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando espaço na pecuária brasileira como alternativa eficiente para elevar a produtividade do rebanho sem necessidade de abertura de novas áreas. O modelo, que combina suplementação concentrada com pastagens bem manejadas, tem se consolidado como uma solução intermediária entre o sistema extensivo tradicional e o confinamento.

Com ganhos expressivos em desempenho animal, redução de custos operacionais e melhora no aproveitamento das áreas de pastagem, a TIP se tornou uma ferramenta estratégica para produtores que buscam aumentar rentabilidade e atender às crescentes exigências por sustentabilidade no agronegócio.

O sistema também se conecta diretamente a temas centrais do setor, como recuperação de áreas degradadas, prevenção do desmatamento e intensificação sustentável da produção de carne bovina.

Sistema intensifica produção usando o pasto como base alimentar

Na prática, a Terminação Intensiva a Pasto mantém o capim como principal fonte alimentar dos animais, utilizando suplementos concentrados para acelerar o ganho de peso na fase final antes do abate.

Entre os ingredientes mais utilizados estão DDG — subproduto do milho utilizado na produção de etanol —, casca de soja e núcleos nutricionais. A estratégia permite ajustar a dieta conforme as condições das pastagens ao longo do ano.

Durante o período chuvoso, quando há maior disponibilidade de forragem, o uso de concentrados pode ser reduzido. Já nos meses de seca, a suplementação aumenta para compensar a queda na oferta de capim.

Segundo Lucas Pimenta, diretor do grupo Aguiar & Azevedo, que utiliza o sistema há décadas em propriedades no Mato Grosso, a flexibilidade operacional é um dos principais diferenciais da TIP.

“O sistema é mais maleável. A base da alimentação é o capim, e conseguimos ajustar conforme a necessidade dos animais”, afirma.

Ganho de peso se aproxima do confinamento

Os resultados zootécnicos da Terminação Intensiva a Pasto têm chamado atenção do mercado pecuário. De acordo com produtores e técnicos do setor, o desempenho animal fica próximo ao observado em sistemas de confinamento.

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Enquanto operações intensivas podem atingir ganhos de até 1,6 quilo por animal por dia, a TIP registra médias de 1,4 quilo diário durante o período das águas e cerca de 1,25 quilo por dia na seca.

Outro benefício destacado é a redução do chamado “efeito sanfona”, quando os bovinos ganham peso nas águas e perdem desempenho durante o período seco.

“O ideal é que o animal continue ganhando peso o ano inteiro”, destaca Lucas Pimenta.

Tecnologia amplia eficiência e reduz custos operacionais

O avanço tecnológico também tem impulsionado a adoção da TIP no Brasil. Em parceria com a Nutripura, propriedades do grupo Aguiar & Azevedo implementaram o sistema KonectPasto, ferramenta de monitoramento das pastagens que auxilia no ajuste do fornecimento de suplemento conforme a qualidade do capim.

Segundo Pimenta, o sistema permite maior precisão no manejo nutricional e melhora o controle de custos.

“Se o pasto está bom, reduzimos o concentrado. Isso melhora o custo sem prejudicar o desempenho”, explica.

Além disso, a eficiência operacional também aparece como vantagem econômica. Segundo o produtor, um único funcionário consegue realizar o manejo alimentar de até 2.500 animais por dia.

Lotação aumenta e sustentabilidade ganha destaque

Outro ponto relevante da TIP é o aumento significativo da capacidade de lotação das áreas de pastagem. Em um piquete de 20 hectares, por exemplo, a lotação pode saltar de cerca de 1,5 a 2 unidades animais para até 8 ou 10 unidades.

“Você aumenta muito a produtividade usando basicamente o mesmo espaço”, afirma Pimenta.

Os resíduos orgânicos deixados pelos animais também ajudam na fertilização do solo, favorecendo a recuperação das áreas de pastagem e reduzindo a necessidade de expansão territorial.

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Bem-estar animal e eficiência fortalecem modelo no campo

Além dos ganhos produtivos, produtores destacam o bem-estar animal como um diferencial importante da Terminação Intensiva a Pasto. Diferentemente do confinamento tradicional, os bovinos mantêm maior liberdade de movimentação e podem alternar entre o consumo de pasto e suplemento.

Para Luciano Resende, CEO da Nutripura, a TIP está entre os sistemas pecuários que mais crescem no Brasil devido à combinação entre rentabilidade e sustentabilidade.

“É um sistema que funciona muito bem, especialmente nas águas. Quando se maneja corretamente o pasto e se fornece a quantidade certa de concentrado, há ganhos substanciais em termos de sustentabilidade e rentabilidade”, afirma.

O executivo ressalta que o sucesso do modelo depende diretamente da gestão eficiente da propriedade.

“Não é simplesmente colocar comida à vontade. É preciso estratégia, planejamento e uso eficiente dos insumos”, destaca.

Com a crescente demanda global por carne produzida de forma sustentável e eficiente, a Terminação Intensiva a Pasto avança como uma das principais alternativas para aumentar a competitividade da pecuária brasileira sem ampliar a pressão sobre novas áreas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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