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Feira na Coreia do Sul Gera US$ 28,5 Milhões em Negócios para o Café Brasileiro

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Uma delegação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais participou da Café Show Seoul 2024, principal evento do segmento na Coreia do Sul, realizado de 6 a 9 de novembro em Seul. A iniciativa, parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), gerou US$ 6,126 milhões em negócios diretos na feira e tem potencial para resultar em mais US$ 22,35 milhões nos próximos 12 meses, totalizando US$ 28,5 milhões em vendas.

O Brasil marcou presença na feira com um estande equipado com bancadas de participantes do projeto, espaço para reuniões de negócios e um brew bar, onde foram apresentados cafés finalistas do Cup of Excellence 2024. Além disso, foram realizadas quatro sessões de cupping, incluindo uma dedicada à promoção dos três melhores cafés nas categorias Via Seca, Via Úmida e Experimental, do mais prestigiado concurso de qualidade para cafés especiais do mundo. O espaço facilitou 71 contatos comerciais, sendo 34 novos, que impulsionaram os negócios no evento e devem gerar frutos nos próximos meses.

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Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, ressaltou a importância do mercado sul-coreano para os cafés especiais brasileiros. “A Coreia do Sul é um mercado maduro e estratégico, e nossa presença reforça a imagem do Brasil como líder global na produção de cafés especiais, além de fortalecer as conexões com os agentes locais. Este ano, nosso desempenho superou os US$ 22,4 milhões alcançados em 2023”, destacou.

Em 2023, a Coreia do Sul importou 964.302 sacas de 60 kg de cafés do Brasil, tornando-se o 12º maior destino das exportações brasileiras, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Entre janeiro e outubro de 2024, o país manteve essa posição, com a importação de 888.982 sacas.

Expansão do Projeto para Taiwan

Além da Coreia do Sul, o roteiro da delegação brasileira incluiu a participação na Taiwan International Coffee Show 2024, realizada de 15 a 18 de novembro, em Taipé. Semelhante à participação na Coreia, os empresários brasileiros realizaram 30 contatos comerciais, sendo 10 novos, com potencial para gerar US$ 6 milhões em negócios até dezembro de 2025.

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Sobre o Projeto “Brazil. The Coffee Nation”

O projeto “Brazil. The Coffee Nation” tem como objetivo promover o café especial brasileiro no mercado internacional, destacando seus pilares de qualidade, diversidade e sustentabilidade. A iniciativa busca posicionar o Brasil como o maior produtor de cafés de excelência, com práticas sustentáveis e compromisso com a responsabilidade social e ambiental.

Com vigência até agosto de 2025, o projeto prioriza ações de qualificação e diversificação, apoiando a produção de cafés canéfora (robusta e conilon), certificações de qualidade e sustentabilidade, além de incentivar a participação das mulheres na cafeicultura brasileira, promovendo a equidade de gênero e a capacitação de provadoras profissionais de café.

Os principais mercados-alvo do projeto incluem: África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para cafés crus especiais, e Canadá, Chile, China e Estados Unidos para produtos da indústria de torrefação e moagem.

Empresas interessadas em participar do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA através dos números de telefone (35) 3212-4705 / 99824-9845 / 99879-8943 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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