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Cana-de-açúcar certificada Bonsucro já representa 9% da produção mundial e reduz impactos ambientais

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O Outcome Report 2024–25, relatório da Bonsucro, aponta avanços significativos na certificação da cana-de-açúcar em nível mundial. Segundo o levantamento, a cana certificada já corresponde a 9% da produção global de açúcar, refletindo mudanças concretas nas práticas de cultivo e processamento diante das pressões climáticas e de mercado.

Redução de emissões e uso de água

O relatório destaca que, após cinco anos de certificação Bonsucro, os produtores registraram uma redução média de 13% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e uma queda de 31% no consumo de água. Esses resultados foram alcançados por meio de:

  • Uso mais eficiente de fertilizantes;
  • Melhorias nos sistemas de irrigação;
  • Adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.
Segurança do trabalho e direitos humanos

Além dos ganhos ambientais, o relatório revelou avanços na segurança e bem-estar dos trabalhadores. As taxas de acidentes caíram 42% nas usinas e 45% nas fazendas após cinco anos de certificação. Atualmente, mais de 285 mil trabalhadores estão cobertos pelos padrões da Bonsucro relacionados à saúde, segurança e direitos humanos.

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Brasil lidera área e produção certificada

Até o momento, a Bonsucro certificou mais de 2,4 milhões de hectares e 156 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no mundo. O Brasil lidera em área certificada e em volumes de açúcar e etanol, enquanto países como Tailândia, Colômbia, Austrália e Guatemala registram crescimento anual de suas produções certificadas.

Segundo a Bonsucro, esses resultados indicam que as usinas brasileiras já contribuem para metas climáticas nacionais e se preparam para um ambiente regulatório cada vez mais exigente em termos sociais e ambientais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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