AGRONEGÓCIO

Feira do Centro chega à 9ª edição reafirmando o compromisso de revitalizar o coração de Cuiabá

Publicado em

O Calçadão da Rua Galdino Pimentel volta a se encher de vida neste sábado (16) com a 9ª edição da Feira do Centro, uma iniciativa da Prefeitura de Cuiabá que vem transformando o coração da cidade em um ponto de encontro entre tradição, cultura e empreendedorismo.

Promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, a Feira é fruto da união de diversas pastas municipais que, juntas, têm mantido viva a proposta de revitalizar o comércio central e reaproximar a população de um dos espaços mais emblemáticos da capital.

Mesmo diante das dificuldades financeiras herdadas da gestão anterior, a Prefeitura mantém firme o compromisso de fortalecer o comércio local e devolver vitalidade às ruas históricas da cidade. “Revitalizar o Centro é mais do que reformar fachadas, é trazer de volta o movimento, o convívio e o orgulho de estar aqui. A Feira do Centro é uma das principais pontes para isso”, afirma o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Gustavo Vandoni.

Reencontro com o Centro e com as pessoas

A Feira reúne empreendedores locais, produtores da agricultura familiar, artesãos, artistas e colecionadores, oferecendo ao público uma ampla variedade de produtos e experiências. Quem passa pelo Calçadão encontra barracas de gastronomia e artesanato, o Espaço do Desapega, o setor de antiguidades e uma programação cultural com música ao vivo e apresentações artísticas.

Leia Também:  Mercado de Trigo no Brasil Mantém Preços Firmes e Perspectiva de Altas

Para o expositor José Carlos Ferreira, que comercializa produtos naturais e orgânicos desde a primeira edição, participar da Feira é uma forma de recomeçar. “A gente passou por tempos difíceis, mas eventos como esse reacendem a esperança. Aqui o público vem, conversa, experimenta e valoriza o nosso trabalho. Dá gosto de ver o Centro cheio de novo”, disse.

O ambiente familiar e acolhedor também tem atraído quem busca lazer e boa comida. A professora Marília Gomes, que levou os dois filhos para passear na última edição, conta que o evento já faz parte da rotina da família. “A gente vem quase todo mês. As crianças se divertem, a gente come bem, encontra amigos e aproveita as promoções. O Centro está voltando a ser um lugar de convivência”, afirmou.

Trabalho conjunto para devolver vida ao coração da cidade

Cada edição da Feira traz melhorias e ajustes, resultado do acompanhamento direto das equipes da Prefeitura. A limpeza, a iluminação e a segurança recebem reforço, garantindo conforto para quem visita e trabalha no local. A Polícia Militar e as secretarias de Mobilidade, Ordem Pública, Agricultura, Cultura, Comunicação e Segurança atuam de forma integrada durante todo o evento.

Leia Também:  Açúcar: Como o La Niña pode afetar a produção no Centro-Sul e no mercado global

Mais do que um espaço de compras, a Feira do Centro se firmou como símbolo de reocupação urbana e de fortalecimento econômico, ajudando a manter viva a memória e a identidade de Cuiabá. “Cada barraca, cada músico e cada visitante fazem parte desse processo de reconstrução. É o cuiabano redescobrindo o próprio Centro”, resume Vandoni.

Música, sabores e esperança de recomeço

Com promoções, produtos frescos, gastronomia de qualidade e atrações culturais, a Feira do Centro segue mostrando que revitalizar é devolver movimento e significado ao coração da cidade.

Neste sábado, o Calçadão da Galdino Pimentel mais uma vez se transforma em palco de encontros, sabores e sons, um espaço onde Cuiabá reafirma sua capacidade de recomeçar com trabalho, união e esperança concreta de dias melhores.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos logísticos e ampliar competitividade do agro de MT nas exportações

Published

on

O agronegócio de Mato Grosso pode ganhar uma nova alternativa estratégica para o escoamento da produção ao mercado internacional com a criação do Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil–Bolívia–Pacífico. A iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prevê a estruturação de corredores logísticos transfronteiriços com acesso aos portos do Oceano Pacífico, ampliando as opções de exportação do setor.

A portaria que institui o programa foi assinada na última terça-feira (23), em Brasília, pelo ministro da Agricultura, André de Paula, e marca um novo movimento de integração regional entre Brasil e Bolívia, com foco em competitividade logística e ampliação de mercados.

Mato Grosso deve ser um dos principais beneficiados

Maior produtor agropecuário do país e com extensa faixa de fronteira com a Bolívia, Mato Grosso desponta como um dos estados mais favorecidos pela nova rota. A proposta busca reduzir a dependência dos corredores tradicionais de exportação via portos brasileiros, historicamente marcados por gargalos logísticos e altos custos de transporte.

A expectativa é de que o novo corredor contribua para o escoamento mais eficiente de grãos, carnes e outros produtos agroindustriais, especialmente com destino ao mercado asiático, um dos principais compradores da produção brasileira.

Nova rota pelo Pacífico pode encurtar distâncias e reduzir custos

O programa prevê a consolidação da chamada Rota 3/Rondon, que parte da região oeste de Mato Grosso, passa por Vila Bela da Santíssima Trindade (531 km de Cuiabá), atravessa o território boliviano e segue até portos no Oceano Pacífico.

Leia Também:  Novo marco legal dos defensivos agrícolas: O que mudou e como afeta o setor

Na avaliação do setor produtivo, o novo trajeto pode reduzir distâncias logísticas, aliviar a pressão sobre rotas já consolidadas e ampliar a eficiência no transporte da produção agropecuária, especialmente em períodos de safra recorde.

Setor produtivo vê avanço estratégico para o agro

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga do setor e reforça a necessidade de novas alternativas logísticas para o estado.

Segundo ele, a localização geográfica de Mato Grosso impõe desafios constantes de competitividade. “Esse era um momento esperado há vários anos. Mato Grosso é distante dos mercados e dos portos. A integração com a Bolívia abre mais uma rota de escoamento pelo oeste do Estado e pode alavancar a economia agropecuária mato-grossense”, afirmou.

Integração também pode ampliar acesso a insumos

Além da exportação, o programa também prevê o fortalecimento da cooperação econômica entre Brasil e Bolívia. A expectativa é de que a nova rota facilite o acesso a insumos estratégicos para o agro, como fertilizantes, além de estimular novos investimentos na faixa de fronteira.

Para Tomain, a integração tem potencial de gerar ganhos mútuos. “Mato Grosso tem alta tecnologia e grande capacidade produtiva. A Bolívia pode contribuir com insumos importantes. É uma relação que pode gerar desenvolvimento e oportunidades para os dois lados”, destacou.

Infraestrutura e cooperação serão pontos-chave do projeto

O avanço da rota também depende da consolidação da infraestrutura logística. Em Mato Grosso, já há investimentos em pavimentação de trechos que ligam a região de Vila Bela da Santíssima Trindade até a fronteira com a Bolívia.

Leia Também:  JBS alcança 98,23% de conformidade na auditoria do TAC da Carne e se aproxima da meta total

O próximo desafio, segundo representantes do setor, será a continuidade das obras em território boliviano, especialmente no eixo em direção a San Ignacio, essencial para viabilizar a conexão até o Pacífico.

Programa prevê integração comercial e institucional

Além da estruturação dos corredores logísticos, o Programa Brasil–Bolívia–Pacífico inclui ações de facilitação regulatória, cooperação técnica e sanitária, promoção comercial e atração de investimentos em infraestrutura.

A operacionalização ficará sob responsabilidade da Secretaria-Executiva do Mapa, que deverá instituir um Comitê Gestor para coordenar as ações e acompanhar a implementação do novo corredor internacional.

Para a Famato, a ampliação das rotas de exportação é um fator decisivo para a competitividade do agronegócio mato-grossense, especialmente diante da crescente demanda global por alimentos e da necessidade de reduzir custos logísticos na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA