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Feira cultural da Prefeitura de Cuiabá cumpre papel com agentes culturais

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O evento Cultura, Sabor e Arte, realizado pela Prefeitura de Cuiabá na segunda-feira (30), por meio da Secretaria Municipal de Cultura, cumpre um papel importante com os agentes culturais. Segundo a gestão, faz parte da carta de compromisso que o prefeito Abilio Brunini assumiu com a classe. Já na segunda edição, a programação será realizada todo final de mês, na sede da Secretaria, com variedade de produtos gastronômicos, artísticos e artesanato.

Nesta edição, foi implementado o tema Arraiá, em alusão às festas juninas. E contou com apresentação musical do Projeto Cuiabá Sonoro e de estudantes da Escola Municipal de Música. Contou também com a presença de mais de 30 expositores.

As artesãs Regina Carvalho, moradora do bairro Dom Aquino, e Gisele Padilha, de Várzea Grande, são da Associação de Pessoas com Síndrome de Down e aproveitam a oportunidade para aumentar a renda que aplicam no projeto que já ficou conhecido como Fadas das Bonecas, que atende crianças de várias instituições, entre elas, o Hospital do Câncer.

“Estivemos na primeira, e agora novamente, e pretendemos continuar nas próximas que serão realizadas. Foi ótima, experiência ímpar, bem organizada, fomos bem acolhidas, e queremos fazer parte desse trabalho que é importante para a comunidade cultural. É uma terapia e contribui para podermos distribuir para as crianças. No ano passado, foram atendidas 400 crianças; este ano, pretendemos 500”, disseram.

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Elas comercializam peças em fuxico, bonecas, pesos de porta, crochês, panos de prato, entre outros itens.

Lucy Helena Monteiro Salgado, moradora do CPA 3, produz vários itens também: chinelos bordados, tiaras para cabelo, canetas decorativas e artesanato em cabaças. “Para mim, é primordial essa oportunidade. Trabalho há mais de 25 anos e já passei por outras experiências com doces, bolos confeitados, e fui mudando. Hoje faço por necessidade de sobrevivência. Já fiz sete cirurgias no coração e os remédios são muito caros. O artesanato é uma terapia e, para mim, uma necessidade financeira”, revelou.

Eudilzia Lopes, 72 anos, dos quais 42 são dedicados ao artesanato, é do bairro Carumbé e expôs suas pinturas em tecido, apliques e crochês. “A primeira feira foi boa e a tendência é que cada edição seja melhor”, pontuou.

Sem falar nos doces, biscoitos, comidas regionais e milho-verde cozido que agradaram os visitantes.

“A gente abre esse espaço, que é da sociedade, aqui na Secretaria, com os artesãos, para a economia criativa, oportunizando a eles vender e democratizando o acesso. Temos diversos tipos de artesanato, de artes, com artesãos mais novos e artesãos mais antigos. A dona Lucy, por exemplo, tinha dois anos que não fazia feira, não participava de exposição, e veio nas duas edições. A feira é uma oportunidade que abre as portas para colocarem o produto no mercado e agrega valor ao produto deles”, explicou a secretária-adjunta de Cultura, Vilmara da Silva Vidica.

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ESTRATÉGIA

Conforme o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, a segunda edição da Feira Cultura, Sabor e Arte consolida uma ideia estratégica de realizar uma ação de economia criativa, aproximando os que fazem cultura por meio do artesanato das cerâmicas, da moda, da gastronomia, da música, enfim, com aqueles que querem consumir tais produtos. “E aí, estrategicamente, porque realizamos exatamente no dia do pagamento da Prefeitura, que consolidou dentro do mês trabalhado. Isso tem sido ótimo, porque os servidores da Prefeitura têm sido os principais clientes a valorizar, a prestigiar e a impulsionar essa relação de compra e venda. Então, os expositores têm se sentido contemplados, atendidos, apoiados pela gestão municipal. Uma gestão que se preocupa em ampliar oportunidades para expositores, com amostras do fazer cultural por meio de espaços para esse fim, de aproximar quem quer e precisa comprar com quem, quer e precisa vender”, disse o secretário.

A partir da iniciativa, a Secretaria Municipal de Cultura já pensa na ampliação da ação, levando essa atividade para outros endereços estratégicos da cidade. “Em breve iremos anunciar”, afirmou Johnny Everson.

#PraCegoVer

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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