AGRONEGÓCIO

Goiás Registra Recordes no Agronegócio em 2024 e Reafirma sua Liderança Nacional e Internacional

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O agronegócio de Goiás encerrou 2024 com resultados excepcionais, destacando-se em diversas cadeias produtivas. Esse desempenho é atribuído ao aumento nas exportações, à valorização das commodities e à ampliação do acesso aos mercados internacionais, consolidando o estado como um protagonista tanto no cenário nacional quanto global. Os dados, apresentados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) no boletim Agro em Dados, refletem o crescimento contínuo do setor.

Na pecuária, Goiás registrou um aumento significativo de 18,8% no número de animais abatidos, com um total de 3,1 milhões de cabeças entre janeiro e setembro. A valorização do boi gordo também foi notável, com a arroba atingindo R$ 352,65 em novembro, o maior valor do ano. Além disso, o estado expandiu suas exportações para 86 países, ampliando sua presença no mercado global.

A suinocultura também apresentou resultados positivos, com o aumento das exportações para mercados estratégicos. A carne suína goiana se consolidou em destinos como Singapura e Angola, que continuam a ser grandes consumidores. Já na avicultura, Goiás superou recordes históricos, com 23,2 mil toneladas de carne de frango exportadas em abril, beneficiadas por mercados como Japão, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Coreia do Sul.

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No setor agrícola, Goiás experimentou um aumento de 6,3% na área plantada de soja, alcançando a 4ª posição nacional em produção, com 16.822 mil toneladas. O estado também se manteve entre os quatro primeiros no ranking das exportações do complexo soja, com a China sendo o principal destino, somando mais de US$ 5,8 bilhões em exportações. Embora a primeira safra de milho tenha sido impactada por adversidades climáticas, a segunda safra superou as expectativas, com crescimento de 4,8% na produção e 3,8% na produtividade, consolidando Goiás como o 3º maior produtor de milho no Brasil.

Projeções Promissoras para 2025

Para o próximo ano, as expectativas são positivas, especialmente no setor pecuário, apesar dos desafios climáticos e das flutuações do mercado global. Pedro Leonardo Rezende, titular da Seapa, destaca que o Governo de Goiás, por meio de programas e projetos, continuará a apoiar os produtores para garantir a sustentabilidade e o crescimento da agropecuária, reconhecendo sua importância como a principal atividade econômica do estado e sua relevância no mercado global.

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Agro em Dados de 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de eucalipto cresce em São Paulo e coloca silvicultura entre os setores mais valiosos do agronegócio paulista

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O cultivo de eucalipto vive um ciclo de forte expansão no estado de São Paulo e passa a ocupar posição de destaque entre os produtos mais relevantes do agronegócio paulista. Pela primeira vez incluída no ranking do Valor da Produção Agropecuária (VPA), a cultura já figura entre as principais atividades econômicas do campo no estado.

De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a produção paulista de eucalipto registrou crescimento de 14%, acompanhada de avanço na geração de valor, que alcançou R$ 2,9 bilhões no período analisado, superando o desempenho do ano anterior.

Eucalipto fortalece cadeia florestal e impulsiona economia paulista

O eucalipto é a principal espécie da silvicultura em São Paulo e desempenha papel estratégico no abastecimento de diferentes cadeias industriais. A madeira produzida no estado é destinada à fabricação de papel e celulose, geração de energia por biomassa e carvão vegetal, além de atender setores como construção civil e indústria moveleira.

A cultura também possui aplicações na produção de óleos essenciais e se destaca por sua alta capacidade de crescimento e renovação, características que fortalecem sua competitividade dentro do agronegócio.

São Paulo ultrapassa 23,9 milhões de m³ e mantém liderança regional na silvicultura

Com mais de 1 milhão de hectares cultivados, o eucalipto ocupa cerca de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. Esse desempenho coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

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A produção estadual atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior, consolidando a expansão da atividade florestal no território paulista.

Regiões estratégicas concentram produção e impulsionam silvicultura

As principais áreas produtoras de eucalipto no estado estão concentradas no sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema. Municípios como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema se destacam como polos consolidados da silvicultura.

Essas regiões reúnem condições edafoclimáticas favoráveis e disponibilidade de áreas produtivas, o que contribui diretamente para a competitividade do setor.

Produtos florestais ganham espaço nas exportações paulistas

O crescimento da produção de eucalipto também se reflete no desempenho da balança comercial do agronegócio paulista. O segmento de produtos florestais ocupa atualmente a terceira posição entre os principais grupos exportadores do estado, atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes.

Em abril de 2026, as exportações do setor florestal alcançaram US$ 1,14 bilhão, representando 13,6% do total exportado por São Paulo. Desse volume, a celulose respondeu por 66,3% e o papel por 27,9%, reforçando a relevância da cadeia industrial associada à silvicultura.

Setor destaca competitividade e base produtiva tecnificada

Para representantes do setor, o avanço do eucalipto reforça a competitividade da indústria florestal paulista. A presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, Fernanda Abilio, destaca que a base produtiva do estado é consolidada e altamente tecnificada.

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Segundo ela, o crescimento da produção e do VPA reflete a capacidade do setor de gerar valor agregado, empregos, exportações e matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais.

Integração com ILPF amplia sustentabilidade e produtividade no campo

O avanço da silvicultura também está relacionado às ações de pesquisa desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da APTA Regional.

Os estudos envolvem sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combinam o cultivo de eucalipto com atividades agrícolas e pecuárias, promovendo maior eficiência produtiva, sustentabilidade e recuperação de áreas degradadas.

Além disso, o eucalipto desempenha papel importante no conforto térmico animal, especialmente na pecuária de corte, contribuindo para melhores condições fisiológicas e produtivas de rebanhos como o Nelore.

Silvicultura se consolida como ativo estratégico do agronegócio paulista

Com crescimento consistente da produção, aumento do valor econômico e ampliação da presença nas exportações, o eucalipto se consolida como um dos pilares da silvicultura paulista.

A combinação entre tecnologia, integração produtiva e demanda industrial reforça a importância da cultura como vetor de desenvolvimento regional e como ativo estratégico dentro do agronegócio de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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