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Feira Cultura, Sabor e Arte celebra sucesso com vendas

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A 3ª edição da Feira Cultura, Sabor e Arte, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, mais uma vez foi um sucesso. Realizada em um espaço acolhedor, intimista e climatizado, na própria Secretaria Municipal de Cultura, a programação encantou os visitantes com uma rica variedade de produtos artesanais, comidas típicas e sabores que refletiram a diversidade e o talento dos artesãos de Cuiabá.

O clima familiar e acolhedor foi um diferencial valorizado pelos participantes. “Foi muito bom, o pessoal saiu satisfeito com a nossa feira. Por ser pequena, o público se sente mais acolhido. Do ponto de vista comercial, os resultados também foram extremamente positivos. Todos os expositores realizaram vendas, sem exceções. A área de alimentação, por exemplo, zerou o estoque preparado para o almoço, com opções de peixe e Maria Isabel com farofa de banana”, destacou o secretário de Cultura, Johnny Everson.

As variedades de doces, entre eles o morango do amor, bolos, biscoitos, geladinhos trufados, foram muito procurados.

Os produtos de artesanato também tiveram alta saída, consolidando a feira como uma excelente vitrine para os pequenos produtores locais.

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O público compareceu ao longo do dia, em grande representatividade, embora ainda não haja uma contagem oficial. A organização já considera a possibilidade de implementar um sistema de medição de fluxo de visitantes nas próximas edições, como forma de aprimorar ainda mais a experiência e a logística do evento.

O sucesso da terceira edição da Feira Cultura, Sabor e Arte confirma o potencial dessa iniciativa como um importante espaço de valorização da economia criativa, da gastronomia local e do artesanato regional. A palestra sobre Economia Criativa, com o ex-superintendente do Sebrae/MT José Guilherme Barbosa Ribeiro, também agradou o público.

“Queremos, mais uma vez, agradecer à equipe de organização da Feira Cultural. Sempre atenciosos e cuidando para que tudo fique bem para todos! A inovação com a palestra e os brindes ficou show! Podem contar conosco com outro brinde para a próxima!”, declarou a artesã Regina Zattar.

A Secretaria de Cultura celebra o resultado positivo e já planeja, com entusiasmo, as próximas edições, previstas mensalmente para o último dia útil do mês.

Vários secretários prestigiaram o evento, como o secretário de Planejamento, Nivaldo Carvalho de Almeida Junior, e o de Esporte e Lazer, Jefferson Neves; os adjuntos Andrico Xavier (de Inclusão) e Solange Dias (de Formação dos Servidores); e a vereadora Michelly Alencar.

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#PraCegoVer

A foto exibe uma vista do local da feira com visitantes circulando entre os expositores.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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