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Feicorte 2024 discute alternativas para aumentar a lucratividade na pecuária

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A “Conta do Boi” seguiu como tema central no terceiro dia da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que ocorre em Presidente Prudente (SP) entre 19 e 23 de novembro. Os debates giraram em torno de dois momentos cruciais da pecuária: a terminação e a comercialização, com foco nas análises do mercado interno e externo.

Daniel Carvalho, diretor de Mercado Corte da Semex Brasil e moderador dos painéis, comparou a fazenda a um organismo vivo, que exige atenção em todas as suas partes, seja pelas pessoas, pela pastagem, pela água ou pelo gado. “A pecuária precisa ser tratada com o mesmo profissionalismo que outros setores da economia, como a agricultura e a indústria, especialmente diante de decisões críticas durante os ciclos de alta e baixa. Somos líderes na cadeia produtiva e devemos atuar como tal”, destacou.

O Brasil no cenário global

Em palestra intitulada “Brasil x Mundo e Seus Sistemas de Produção na Terminação”, o zootecnista e gerente Global da Cargill, Pedro Veiga, destacou o grande potencial do Brasil para atender à crescente demanda mundial por carne. Ele comparou a situação do país com a dos EUA, que buscam inovação após atingirem o limite de produção, e com a China, que investe na profissionalização da pecuária.

Flavio Dutra, pesquisador da APTA Colina/SP, falou sobre a importância do planejamento eficiente na terminação, comparando-o a uma corrida com obstáculos, como o custo da arroba. Dutra defendeu uma maior integração na cadeia produtiva, buscando inspiração na previsibilidade da avicultura, onde processos controlados garantem eficiência.

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O sócio da Cost@ Agroconfinamento, Tiago Costa, concluiu o painel enfatizando a importância da gestão dentro da porteira, destacando a necessidade de definir objetivos claros e alinhar processos antes de iniciar a operação, visando garantir a eficiência e o retorno esperado.

O mercado como fator determinante

No último debate sobre a “conta do boi”, realizado na tarde de quinta-feira (21/11), o médico-veterinário e gerente-executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa, ressaltou a importância de entender as necessidades do mercado para uma produção eficaz. “O pecuarista deve ir além de suas preferências pessoais e compreender as exigências dos consumidores, tanto internos quanto externos. Analisando as demandas do mercado, é possível produzir com excelência e garantir eficiência e qualidade dentro da porteira”, afirmou.

Rodrigo Albuquerque, médico-veterinário e editor do informativo Notícias do Front, acrescentou que o equilíbrio entre produtividade e lucratividade é a chave para um negócio saudável. “É essencial garantir uma boa produção e acompanhar as tendências do mercado, mesmo sem certezas. Para uma venda sustentável, é necessário usar ferramentas de proteção, como ‘travas’, e manter uma gestão eficiente na fazenda, incluindo o controle da produção e análise de custos”, explicou.

Por fim, o pecuarista João Paulo Teles ressaltou que a qualidade da carne vai além de aspectos superficiais como marmoreio e idade de abate. “A qualidade é resultado de práticas interligadas dentro da porteira, envolvendo planejamento estratégico, genética de fêmeas e manejo adequado com os animais”, concluiu.

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Daniel Carvalho, ao final do painel, ressaltou que os debates proporcionaram informações valiosas para entender o atual momento do mercado, desde a cria até a terminação. Ele finalizou destacando a importância de se preparar para os desafios futuros, olhando para o mercado externo e agindo de forma estratégica no longo prazo.

A cobertura completa pode ser conferida aqui.

Destaques da Feicorte 2024

Durante a feira, também ocorreram julgamentos de raças como Santa Gertrudis e Caracu, com destaque para os campeões do evento, incluindo o touro MR Atalla, da Fazenda Malagueta, e o touro KIKO4433, da raça Caracu.

O evento também foi palco da Beef Hour, um espaço dedicado à valorização da carne brasileira, com a participação de renomados chefs e especialistas do setor. A programação de gastronomia e música promete atrair ainda mais público, encerrando a feira no sábado, 23 de novembro, com um festival gastronômico.

Mais informações sobre o evento e sobre as atrações estão disponíveis no site da Feicorte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Justiça determina devolução de maquinário agrícola a produtor rural em recuperação judicial em Goiás

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A Justiça de Goiás determinou a devolução imediata de um maquinário agrícola apreendido de um produtor rural que integra um grupo familiar em processo de recuperação judicial. A decisão, proferida pela Vara Cível da Comarca de Vianópolis (GO), reconheceu que o equipamento é indispensável para a continuidade das atividades produtivas e para o sucesso do processo de reestruturação financeira da propriedade rural.

O caso envolve um pulverizador agrícola Jacto Uniport Star 2500 LT, apreendido em uma ação de busca e apreensão movida por uma instituição financeira em razão de um contrato com garantia fiduciária superior a R$ 770 mil.

Ao analisar o pedido, a juíza Beatriz Scotelaro de Oliveira concluiu que a manutenção da apreensão poderia comprometer diretamente a atividade agrícola do grupo familiar e contrariar os objetivos da recuperação judicial, que busca preservar a operação econômica enquanto ocorre a reorganização financeira.

Equipamento é considerado fundamental para a produção

Na decisão, a magistrada destacou que o maquinário possui caráter essencial para a atividade rural desenvolvida pelo grupo e que sua retirada poderia causar prejuízos operacionais significativos, especialmente em uma atividade que depende de calendário agrícola rigoroso e da utilização contínua de equipamentos especializados.

O entendimento segue a previsão da Lei nº 11.101/2005, que estabelece proteção aos bens de capital considerados essenciais durante o chamado “stay period”, período em que ficam suspensas determinadas medidas de execução contra empresas e produtores em recuperação judicial.

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Segundo a decisão, mesmo quando vinculados a contratos com alienação fiduciária, os bens reconhecidos como indispensáveis à atividade produtiva não podem ser retirados se isso comprometer a continuidade da operação econômica.

Preservação da atividade rural ganha respaldo judicial

A medida é um desdobramento da recuperação judicial já deferida ao grupo familiar, ocasião em que a Justiça reconheceu a necessidade de preservar a estrutura produtiva da propriedade rural e suspendeu medidas constritivas sobre ativos considerados estratégicos para a atividade.

De acordo com especialistas que acompanham o caso, a decisão reforça a aplicação do princípio da preservação da atividade econômica, um dos pilares da legislação recuperacional brasileira.

A avaliação é que a retirada de equipamentos fundamentais para a produção agrícola pode comprometer não apenas uma safra, mas também a capacidade financeira do produtor de cumprir o plano de recuperação e honrar seus compromissos futuros.

Jurisprudência fortalece proteção de bens essenciais

Outro ponto destacado pela magistrada foi que cabe ao juízo responsável pela recuperação judicial definir quais ativos são essenciais para a continuidade da atividade econômica do devedor.

Esse entendimento vem sendo consolidado pelos tribunais brasileiros e tem sido aplicado com frequência em processos envolvendo produtores rurais, especialmente diante da crescente utilização da recuperação judicial como instrumento de reorganização financeira no agronegócio.

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A decisão também reforça a importância da análise individualizada de cada caso, considerando o papel estratégico que determinados equipamentos desempenham dentro da operação produtiva.

Instituição financeira deverá devolver equipamento em até 72 horas

Na prática, a Justiça determinou que a instituição financeira providencie a devolução do pulverizador agrícola no prazo máximo de 72 horas.

Além disso, o equipamento deverá ser entregue diretamente na fazenda onde foi apreendido, sendo os custos de transporte e restituição integralmente arcados pela própria instituição credora.

Recuperação judicial cresce no agronegócio brasileiro

O caso reflete uma realidade cada vez mais presente no campo brasileiro. Com o aumento dos desafios financeiros enfrentados por produtores rurais nos últimos anos, a recuperação judicial tem sido utilizada como ferramenta para preservar atividades produtivas, renegociar dívidas e manter empregos e investimentos no setor.

Nesse contexto, decisões que garantem a permanência de máquinas, implementos e equipamentos essenciais nas propriedades rurais são consideradas fundamentais para assegurar a continuidade da produção e contribuir para a recuperação econômica dos empreendimentos agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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