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Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.

No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.

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Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.

A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia recua no mercado global após alta e sinaliza pressão de demanda no agronegócio

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Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a apresentar sinais de enfraquecimento, com perda de sustentação nos preços diante de uma demanda mais fraca em nível internacional. O movimento já se reflete em importantes polos consumidores e exportadores, incluindo o Brasil, Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

Apesar da manutenção de restrições logísticas no Oriente Médio — região estratégica para o fornecimento global de ureia e amônia — o mercado passa a ser mais influenciado pela desaceleração da demanda, que pressiona as cotações após o recente ciclo de alta.

Brasil já registra segunda semana de queda

No mercado brasileiro, a tendência de baixa já está consolidada. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes, a ureia acumula a segunda semana consecutiva de recuo, com negócios sendo fechados abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferior aos valores observados há duas semanas.

O movimento acompanha o comportamento internacional e reforça a correção de preços após o pico recente de valorização.

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Queda é observada em diversos mercados globais

Além do Brasil, o recuo nas cotações também foi registrado em outras regiões estratégicas:

  • Estados Unidos
  • China
  • Oriente Médio
  • Egito

O movimento indica um enfraquecimento mais amplo do mercado global de fertilizantes nitrogenados, alinhado a uma demanda mais contida por parte dos compradores.

Demanda mais fraca redefine dinâmica de preços

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual representa uma mudança importante na formação dos preços internacionais.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter maior peso na dinâmica do mercado, pressionando as cotações após um período de alta intensa”, destaca.

O comportamento dos compradores também contribui para o cenário, com postura mais cautelosa diante das incertezas e da perda de atratividade nas relações de troca.

Logística no Oriente Médio ainda sustenta mercado

Apesar da tendência de queda, a redução dos preços não deve ocorrer de forma intensa no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio continuam restringindo a oferta global, especialmente em uma região responsável por parcela relevante das exportações de ureia e amônia.

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Esse fator estrutural ajuda a evitar uma desvalorização mais acentuada, mantendo certo nível de sustentação nas cotações internacionais.

Mercado deve seguir volátil no curto prazo

A expectativa é de que o mercado de ureia permaneça em ambiente de ajuste gradual, com possíveis quedas adicionais limitadas pela oferta restrita, mas influenciadas por uma demanda global mais fraca.

Entre os fatores que pressionam o consumo estão:

  • Período de menor demanda em países-chave
  • Relações de troca menos favoráveis ao produtor rural
  • Maior cautela nas decisões de compra
  • Perspectiva para o fertilizante no agro

Com o mercado em transição após o ciclo de alta, a ureia entra em uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda. Para o agronegócio, o momento exige atenção ao comportamento dos preços internacionais, já que oscilações no fertilizante têm impacto direto nos custos de produção das principais culturas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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