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FEBRASEM 2025 reúne público recorde e destaca inovação e tecnologia no setor de sementes

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Sucesso de público e crescimento da feira

A 4ª edição da Feira Brasileira de Sementes (FEBRASEM), realizada em Rondonópolis e organizada pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT), encerrou com ampla participação de público e o maior espaço de expositores da sua história. O evento, que ocorreu ao longo de dois dias, proporcionou um ambiente rico para troca de conhecimento, tecnologia, inovação e networking entre empresas e clientes do setor.

Palestras e debates de alto nível

O segundo dia da FEBRASEM contou com uma programação diversificada. A palestra de abertura foi ministrada por Fabiano Zanzin, abordando “Execução da Estratégia, Gestão e Liderança”. Na sequência, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) apresentou o tema “Sustentabilidade e inovação na Cotonicultura Brasileira”.

Após o almoço, o painel “Economia Sustentável no Agronegócio” reuniu especialistas como o deputado federal Arnaldo Jardim (FPA), o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Augustin, o advogado tributarista Eduardo Lourenço e o coordenador da Fundação Getúlio Vargas, Guilherme Bastos, promovendo um debate aprofundado sobre os desafios e oportunidades do setor.

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Encerramento com foco nas oportunidades do agronegócio

Para finalizar o evento, o CEO da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Herrmann, falou sobre as “Oportunidades do Agro Brasileiro”. Herrmann destacou que as disrupções no cenário global, como as revisões de regras nos Estados Unidos, trazem desafios, mas também novas oportunidades para o agro nacional, reforçando as vantagens competitivas brasileiras no setor.

Avaliação positiva e perspectivas para 2026

O presidente da APROSMAT, Nelson Croda, avaliou a feira como um grande sucesso, superando as expectativas tanto em público quanto em movimentação no pavilhão de máquinas e soluções para o segmento de sementes. Ele agradeceu a participação dos expositores e visitantes de todo o país, ressaltando a qualidade das palestras e o volume de inovações apresentadas. Croda já confirmou o convite para a 5ª edição da FEBRASEM, que acontecerá em junho de 2026.

Números e futuro do evento

Ao todo, cerca de 1.200 pessoas participaram da imersão na cadeia produtiva de sementes, focada em tecnologia, inovação e desenvolvimento humano. A próxima edição da FEBRASEM está confirmada para junho de 2026, com expectativa de crescimento e novidades para o setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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