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Fazenda Novo Horizonte Promove 1º Shopping de Touros em Araxá/MG

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No próximo dia 29 de junho, a Fazenda Novo Horizonte, em Araxá (MG), será palco do 1º Shopping de Touros, um evento exclusivo para convidados que visa fomentar a criação e comercialização de animais com alto padrão genético. A iniciativa, apoiada pela Satis, empresa especializada em nutrição vegetal, oferecerá nove reprodutores Nelore PO, todos com registro na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), além da comercialização de fêmeas e embriões.

Além da oferta dos touros de destaque da fazenda, o evento incluirá uma exposição de animais de outros criadores da região, todos avaliados pelo Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) da ABCZ, que abrange diversas raças zebuínas. O PMGZ, com suas etapas rigorosas de coleta de dados e avaliações genéticas, é fundamental para orientar a seleção e o uso eficiente dos reprodutores.

Destaque também para a palestra programada sobre “A importância do uso do touro melhorador”, ministrada por Lauro Fraga e Gabriel Pedrosa, técnicos especializados da ABCZ em registro genealógico de raças zebuínas. Esta discussão técnica promete enriquecer o conhecimento dos participantes sobre as práticas ideais de melhoramento genético no campo.

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José Nascimento Ribeiro, presidente da Satis e um dos idealizadores do evento, enfatiza o compromisso com o avanço contínuo do setor: “Mais do que uma plataforma de negócios, o 1º Shopping de Touros visa promover a excelência na seleção de matrizes, um fator decisivo para o sucesso da produção pecuária”.

A programação inclui um café da manhã de boas-vindas aos convidados, seguido pela abertura oficial com José Nascimento Ribeiro. Após a palestra, os participantes terão a oportunidade de conhecer os touros em exposição, explorando as características das raças e discutindo possíveis negociações.

O evento será encerrado com um almoço de confraternização, acompanhado de música ao vivo, proporcionando um momento ideal para networking e troca de experiências entre os profissionais do setor pecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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